“Não é uma situação normal atirar dentro de um ambiente fechado, por isso nós estamos apurando”, diz comandante do 22º BPM

Conduta de policial à paisana que interveio em discussão de bar em Lajeado é revisada pela BM. Mesmo de folga, agentes têm autorização para portarem arma, lembra major


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Major Fábio Kuhn, comandante do 2º BPM (Foto: Tiago Silva)

Em entrevista à Rádio Independente nesta terça-feira (13), o comandante do 22º Batalhão de Polícia Militar (22º BPM), com sede em Lajeado, major Fábio Kuhn, destacou que a corporação vai apurar, por meio de um procedimento interno, a conduta de um policial militar que, à paisana, interveio em uma discussão de bar e, na confusão, acabou disparando na perna de um homem. A situação ocorreu na noite de domingo (11), no Bairro Universitário em Lajeado.

“Dar um tiro em qualquer local onde existem várias pessoas não é recomendado para ninguém, porque a chance de atingir quem não tem nada a ver é muito grande”, reconhece o oficial. “Não é uma situação normal atirar dentro de um ambiente fechado, por isso nós estamos apurando”, destaca, que mantém cautela ao comentar o assunto antes de uma conclusão oficial.

O comandante do 22º BPM adianta, porém, que os agentes de segurança têm autorização para andarem armados. “Não há nenhuma restrição quando ao ambiente”, pondera.

O major diz que a conduta também será apurada pela Polícia Civil, em um procedimento diferente daquele conduzido pela Brigada Militar. Na corporação, a análise deve ser realizada entre 30 e 40 dias, podendo ser prorrogado por até 20 dias.

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2 Comentários

  1. Respeito o trabalho da Brigada Militar. Afinal de contas, são responsáveis pela segurança pública. Mas não devemos fechar os olhos para a letalidade policial no Brasil. Até agora não entendi como um brigadiano militar estava em um ambiente de lazer com um porte de arma fora do horário de trabalho.

    Podem ter este entendimento de que eles estão “autorizados”, porém, não justifica.

    Se vai sair para um barzinho, não és agente público de segurança, mas sim, um civil. Me perdoe. Essa seletividade fora do horário de expediente não deve ser confundida. Então os brigadianos militares trabalham em regime de sobreaviso? Não entendi essa parte.

    Por fim, estamos nas mãos de quem deveria nos proteger. Infelizmente!

  2. Imagina se houvesse um cidadão de bem armado no triste incidente que culminou em uma vítima baleada na perna?

    Sou terrivelmente contra a liberação do porte de armas no Brasil. Se aqui na colônia, aqueles que tem autorização já causam confusão, imagina quem se acha o valentão?

    Justiça para este pobre rapaz. Na torcida por sua plena recuperação.

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