“Não está nada garantido”, diz tradicionalista da região sobre realização de atividades campeiras

Secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do RS, Covatti Filho, anunciou a liberação para quem cumprir recomendações estabelecidas em protocolos.


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Presidente da Associação Municipal Tradicionalista Gaúcha de Lajeado (AMTG) e patrão do Piquete Morro Santo, Daniel Armindo Becker (Foto: Gabriela Hautrive)

Após consulta ao Comitê de Análise de Dados da Covid-19, o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Covatti Filho, anunciou nesta quinta-feira (20), a liberação de atividades e provas campeiras em municípios com bandeira amarela ou laranja no Distanciamento Controlado, que é o caso do Vale do Taquari, até pelo menos esta sexta-feira (21) quando sai a nova análise e classificação das bandeiras.


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As provas devem seguir restrições de decretos estaduais. (Foto: Pixabay / Divulgação)

As provas devem seguir restrições de decretos estaduais. O Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) tem o prazo, até dia 1º de outubro, para enviar um documento ao governo estadual, cumprindo com todas as solicitações propostas. Conforme Covatti Filho, as competições devem apresentar um plano de contingência para prevenção e controle da Covid-19. “É possível retomar a realização das provas campeiras, desde que todos os protocolos de prevenção à saúde sejam rigorosamente cumpridos”, diz o secretário. A autorização final ficará a cargo do município sede da competição.

O presidente da Associação Municipal Tradicionalista Gaúcha de Lajeado (AMTG), que representa 11 entidades, e é também patrão do Piquete Morro Santo, Daniel Armindo Becker, entende que não há garantia de nada até o momento, por enquanto é só um primeiro passo para que seja feita a retomada futuramente. “Foi colocado um prazo, até o dia 1º de outubro, que seria dado início aos eventos, mas acontece que o MTG tem esse prazo para preparar o protocolo para ser analisado pelo Comitê Covid e então saber se vai liberar”, relata. O tradicionalista diz não ser contra a volta das atividades, mas alerta que é preciso ter muita cautela nesse momento.

“Todas as pessoas que estão envolvidas com a realização de uma festa campeira, desde narradores, julgadores, pessoal do gado, praça de alimentação, segurança, bilheteria, não devem criar tanta expectativa, pois vimos que muitas coisas, como volta às aulas, e outras demandas, não são resolvidas, então, não garantimos nada sobre a volta dos rodeios”, entende Becker.

O patrão do Piquete Morro Santo, que realiza um dos maiores rodeios da região, com circulação de aproximadamente 12 mil pessoas, reforça que, conforme sua projeção, o retorno dos eventos tradicionalistas, ainda não tem previsão de data para acontecer. “Não acredito nessa efetivação de calendário para início das provas. O que acho que está atrasado, é que já deveriam estar liberados, claro que com protocolos, treinos e torneios fechados”.

O presidente da AMTG destaca que é preciso estudar com calma todos os protocolos de cuidados com higiene pessoal e distanciamento social. “São eventos que circulam muitas pessoas, então tem que ter protocolo de acampamento e de uma série de adequações”, pondera. O vice-presidente campeiro do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Adriano Pacheco, afirma que a liberação contempla um pedido da entidade. “As provas campeiras vão muito além da cultura e tradição, elas envolvem um setor econômico que está parado desde o início da pandemia e precisa retomar as atividades”.

Texto: Gabriela Hautrive
producao@independente.com.br

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