“Não existe palmada educativa”, diz educadora parental ao falar sobre o caso do menino Henry

Tainá Gross Stürmer diz que "tudo bem perder o controle" e utilizar a palmada em casos isolados, mas a violência não pode ser uma ferramenta para educar as crianças


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Foto: Arquivo Pessoal

“Não existe palmada educativa”, diz a educadora parental Tainá Gross Stürmer ao falar sobre o caso do menino Henry.

A educação sem palmadas foi o assunto do bate-papo do programa Panorama desta quinta-feira (15).


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“Eu acredito que com tudo que eu pesquiso, estudo e o que existe de literatura sobre isso, que não existe palmada educativa. Isso foi uma construção que foi feita, porque nós fomos criados em famílias autoritárias”, justifica Tainá.

A educadora parental explica haver outras ferramentas não violentas de assegurar uma boa criação aos filhos. “A gente aprende por violência ou por amor? Unimos duas coisas que não tem que estar juntas. E aí abrimos portas para que a crianças se afaste cada vez mais da gente e não retrate abusos e dificuldades.”

Tainá diz que “tudo bem perder o controle” e utilizar a palmada em casos isolados. No entanto, ressalta que a violência não pode ser uma ferramenta para educar as crianças. Bater pode deixar marcas psicológicas que serão carregadas para o resto da vida do indivíduo.

O caso Henry

  • Henry estava no apartamento onde a mãe morava com o vereador Dr. Jairinho, na Barra da Tijuca, e foi levado por eles ao hospital, onde chegou já sem vida na madrugada de 8 de março;
  • O casal alegou que o menino sofreu um acidente em casa e que estava “desacordado e com os olhos revirados e sem respirar” quando o encontraram no quarto;
  • Mas os laudos da necropsia de Henry e da reconstituição no apartamento do casal afastam essa hipótese;
  • O documento informa que a causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática [no fígado] causada por uma ação contundente [violenta].
  • A polícia diz que, semanas antes de ser morto, Henry foi torturado por Jairinho. Monique sabia;
  • Em 8 de março, Dr. Jairinho e Monique foram presos temporariamente, suspeitos de homicídio duplamente qualificado, de tentar atrapalhar as investigações e ameaçar testemunhas.

Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br


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