“Não há aumento no número de serpentes encontradas em residências”, diz bióloga

Segundo Liana Johann, a população está mais bem informada atualmente, acionando o Corpo de Bombeiros quando encontra estes répteis fora do seu habitat. 


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Bióloga e professora universitária Liana Johann em entrevista ao programa Panorama (Foto: Rodrigo Gallas)

“Não há aumento no número de serpentes encontradas em residências”, afirma a bióloga e professora universitária Liana Johann. Em entrevista ao programa Panorama na manhã desta terça-feira (9), a bióloga explica que, atualmente, a população está mais informada sobre onde pedir ajuda quando encontra uma serpente. Desta forma, estão aumentando os registros junto ao Corpo de Bombeiros. Com este aumento, a imprensa, por sua vez, acaba noticiando mais, o que causa esta impressão de haver mais animais chegando nas residências.  “As pessoas estão entendendo a importância destes animais e estão buscando ajudar para levá-los de volta ao seu habitat”, acredita.


ouça a entrevista 

 


 

A bióloga conta que nos anos que trabalhou no Museu de Ciências Biológicas da Univates recebeu “muitas” serpentes mortas no local. De acordo com ela, as pessoas matavam os animais e, depois, levavam para a Univates. Agora, ao encontrar esses animais, a população está ligando para o Corpo de Bombeiros, que é o procedimento correto.

Apesar de a maioria das serpentes encontradas nas residências da região não serem peçonhentas, a bióloga alerta que a “Jararaca” — serpente peçonhenta — é muito comum nas localidades do interior.


Maior aparecimento no verão é normal

Os répteis não produzem calor, por isso, precisam regular sua temperatura com a temperatura ambiental, explica a professora. “Quanto maior a temperatura do ambiente, maior é a atividade do animal. Quando o ambiente está quente, elas conseguem se locomover com mais facilidade. Elas passam o período do inverno escondidas em algum abrigo, e durante os períodos de calor, a partir do início da primavera e, em todo verão, elas estão em alta atividade em função da temperatura ambiental.”

Segundo a bióloga, é por isso que os registros nesta época do ano são maiores. “Elas estão em busca de comida, estão procurando parceiros sexuais, estão procurando local para colocar os seus ovos.”

 

No Brasil não há cobras

Serpente é o termo genérico utilizado para designar um tipo de réptil que não possui patas, possui o corpo coberto de escamas, tem a capacidade de dilatar seu estômago, consegue abrir a boca em até 180º e, além disso, em alguns casos, produz veneno.

Cobra é mais usado para designar répteis também chamados de “najas”. Segundo a bióloga, não há registros de cobras no Brasil.

Liana ainda comenta que as serpentes peçonhentas encontradas no Brasil podem matar, mas não instantaneamente. A gravidade da vítima está mais relacionada ao tempo de receber o atendimento médico correto.

Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br

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