“Não haviam extintores disponíveis na noite”, relata funcionária que trabalhava na boate Kiss na noite da tragédia

Kátia Giane Pacheco Siqueira, era funcionária da casa noturna, e que trabalhava no dia da tragédia


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Foto: Vinicius Mallmann

Na tarde desta quarta-feira (1º) tiveram inícios os depoimentos do julgamento da tragédia da boate Kiss. A primeira a depor foi Kátia Giane Pacheco Siqueira, ex-funcionária da casa noturna, e que trabalhava no dia da tragédia.

Em seu depoimento, Kátia relatou que não haviam extintores disponíveis na boate naquela noite. Conforme ela, muitas pessoas buscaram por eles, mas não encontraram os tubos na boate. Também não haviam bombeiros na festa no momento em que o fogo começou.

A sobrevivente ainda relatou que o limite de pessoas nunca foi respeitado no local, e que “a filosofia de trabalho sempre foi de quanto mais gente dentro melhor”. Conforme a funcionária, os shows pirotécnicos eram frequentes na casa.

Sobre o fato de muitas vitimas terem sido encontradas no banheiro, Kátia relata que o elas correram em direção ao local pois achavam que era uma saída de emergência.

Kátia teve 40% do corpo queimado e necessitou fazer cinco cirurgias de enxerto de pele. Ela ainda disse que sessões de fisioterapia propiciaram não ficar com sequelas em relação ao movimento.

Texto: Vinicius Mallmann
regional@independente.com.br

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