Não nasci roqueiro, mas incorporei o estilo, conta Nando Rosa

Vocalista da Banda Rosa's relata como foi sua mudança de estilo: de músico de baile ao traje chamativo do rock and roll


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Nando Rosa, vocalista da Banda Rosa's (Foto: Rodrigo Gallas)

“O Rock entrou na minha vida ao longo da profissão. Até meus 20 e poucos anos eu era músico de banda de baile. Ou seja, minha forma de se portar visualmente era bem diferente”, conta o vocalista da Banda Rosa’s, Nando Rosa. Ele foi o entrevistado no quadro “Sem Preconceito” do programa Panorama na manhã desta sexta-feira (12). O músico diz que as pessoas até podem se impressionar com seu traje chamativo, de roqueiro, mas não há preconceito, pois já estão acostumadas.

O cantor conta como adotou seu estilo. “Ao entrar no Barbarella, em 2009, eu comecei a pesquisar a história da banda e, a partir daí, dei uma repaginada no visual. Busquei e estudei bandas dos anos 70, 80 e 90; e a incorporar um estilo próprio. Desde 2013, este estilo me domina. As vezes me perco tomando banho de bandana”, conta.

Segundo Nando, o estilo Rock se baseia no tripé ‘sexo, drogas e rock and roll. Apesar de adotar o traje de roqueiro, relata nunca ter usado drogas. “Fui para a estrada muito cedo, quando tinha 13 anos. Era regrado pelo meu tio, meu vizinho [..]. Eu era jovem, mas nunca pude fazer parte desta tríade do rock, que é muito viva e foi sujando a imagem.”

Com o tempo, esta premissa foi até criando um viés contrário para Nando. “Nós falamos nos shows: ‘não use drogas’. A gente não faz uso de drogas, nós não fazemos uso de nenhum tipo de entorpecentes, de álcool, para ficar naquele estado emocional. Aquilo é a música agindo em nós 100%. Então, a gente acaba indo pra um caminho contrário desta tríada”, explica.

O vocalista do Guns n’ Roses, Axl Rose é uma das suas inspirações. “Naquela época, não se tinha grandes efeitos de luz, por exemplo. Então, precisava-se incorporar um personagem, com vestimentas mais chamativas”, explica.

A Banda Rosa’s

A Banda Rosa’s surgiu em 2020, junto da pandemia de coronavírus. O mercado musical estagnou. Foi o momento de olhar para dentro de si, resgatando sonhos adormecidos, destaca Nando.

A banda está com 57 shows confirmados para este fim deste ano, oito somente neste fim de semana, o que mostra a retomada, com força, do setor de eventos.

Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br

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