Não se planejar está mais para “tolice” do que para “coragem”

Adaptar o plano é fundamental para que possamos colher os melhores resultados


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Foto: Pexels / Ilustrativa

Há mais de 20 anos tive um grande ensinamento. Foi enquanto eu cursava Engenharia Civil na Unisinos e tivemos a oportunidade de visitar a obra do Moinhos Shopping, em Porto Alegre. Lembro que o professor fez uma comparação do planejamento e execução daquela obra com as nossas vidas. Confesso que, por alguns anos, não utilizei aquele aprendizado, mas hoje atuo diretamente com isso e posso comprovar sua relevância.

No último final de semana, por exemplo, estive com um grupo de empresários reunidos em Porto Alegre desenvolvendo uma série de aspectos importantes para os negócios. Um destes aspectos é o planejamento estratégico. No Brasil, temos vício de dizer que não temos tempo para planejar, mas depois temos que ter dinheiro para corrigir. Alguns empresários confundem não planejar como “coragem”.

Para mim, está mais para “tolice”. Na semana que passou, eu conversava com um cliente de mais de 10 anos. Fizemos um planejamento juntos e, até hoje, ele utiliza aquela mesma base como direcionamento. Atualmente a sua empresa está num patamar que é orgulho para a região. É sobre alguns aspectos referentes ao planejamento que pretendo abordar hoje.

Gustavo Bozetti, diretor da Fundação Napoleon Hill e MasterMind RS (Foto: Arquivo / Artur Dullius)

O primeiro deles é deixar claro que o planejamento aponta para o futuro, mas age no presente. O plano deve dar o devido direcionamento sobre quais ações devem ser executadas hoje para que possamos materializar o que planejamos.

O segundo aspecto é que não adianta ter um bom planejamento guardado em uma gaveta para ser consultado uma vez por ano. Devemos ter o plano em mente, orientando nossas ações diárias.

O terceiro ponto é que o plano não deve ser estático, pois estamos inseridos em mercados que sofrem constantes mudanças (e cada vez mais rápidas). Adaptar o plano é fundamental para que possamos colher os melhores resultados.

O quarto ponto que julgo ser relevante é que um bom plano não pode ser feito com excesso de otimismo. Até mesmo os imprevistos devem ser previstos. E, por fim, no cenário que estamos vivendo, talvez não seja adequado olhar para referenciais do passado e utilizá-los como base para projetar o futuro com a mesma riqueza de detalhes que fazíamos antes.

Normalmente, projetávamos o próximo ano usando como base o ano anterior. Essa artimanha pode fazer o tiro sair pela culatra, uma vez que muitas coisas foram alteradas em meio a turbulência que passamos. Algumas mudanças vieram para ficar, e isso pode impactar nossos negócios daqui pra frente.

Gostou das dicas? Então compartilhar com quem precisa ou com quem merece se planejar mais. Forte abraço e até a vitória, sempre.

Gustavo Bozetti (@gustavobozetti), diretor da Fundação Napoleon Hill e MasterMind RS

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