“Não sei como ela foi contaminada”, diz filha de primeira vítima de coronavírus em Lajeado

Em cerimônia restrita, idosa foi sepultada na manhã desta sexta-feira, no cemitério do Florestal.


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Idosa foi sepultada na manhã desta sexta-feira (Foto: Luís Fernando Wagner)

Foi sepultada na manhã desta sexta-feira (24) a idosa de 86 anos, que morreu na noite desta quinta-feira (23) no Hospital Bruno Born (HBB), vítima de coronavírus. Foi a primeira morte com diagnostico confirmado da doença em Lajeado. Ela foi sepultada nas urnas mortuárias do cemitério municipal, no Bairro Florestal, em cerimônia restrita a poucos familiares.


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Beatris Vieira (57), filha da idosa, afirma que não sabe como a mãe, que vivia em uma casa geriátrica, contraiu o vírus. “Nós realmente não sabemos como ela foi infectada. Ela não saia da casa geriátrica e nem recebia visitas, desde o início da pandemia”, comenta Beatris.

Na casa geriátrica, situada no Bairro Conservas, vivem, aproximadamente, 20 idosos. “Pelo que soube, nenhum outro interno apresenta sintomas de coronavírus”, disse.

Ela chama a atenção dos serviço de saúde. “Peço para que os agentes de saúde deem mais importância aos primeiros sintomas, porque levei minha mãe três vezes para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), até ela ser encaminhada ao HBB no dia 17 de abril”.

A idosa possuía diversas comorbidades, como diabetes, hipertensão e havia passado por dois Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC’s).

Beatris aproveita para fazer um apelo. “Peço que as pessoas, especialmente os idosos, usem máscara, lavem bem as mãos, usem álcool gel, afim se cuidem e fiquem em casa”, finaliza.

O óbito da lajeadense já foi incluído nos dados estatísticos do Governo do Estado.  Lajeado possui 40 casos confirmados, 26 ativos, 14 recuperados e uma morte de Covid-19.

Além disso, a prefeitura de Lajeado aguarda resultado de exame enviado ao Lacen, de um homem de 37 anos que morreu na madrugada desta quinta-feira (23), na UTI Covid-19 do HBB. LF

2 Comentários

  1. Lamento que esta moça tenha perdido a mãe, mas este contágio pode ter havido em vários momentos por pessoas assintomáticas. Se os agentes de saúde fossem encaminhar todas as pessoas que procuram os serviços de saúde, precisaria triplicar o número de hospitais e mesmo assim não seria garantia de sobrevivência com tantas comorbidades. Mas está certíssima em recomendar que a precaução seja levada mais a sério.

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