“Nem me preparei para nada”, diz Adriano Rosa, sobre a surpresa ao ser eleito vereador em Lajeado

“Como eu estava fora de Lajeado, eu jamais imaginava”, diz ele, que afirma que foi eleito pelas amizades que cultivou.


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Foto: Jonas de Siqueira

Para Adriano Rosa (PSB), a sua eleição para vereador em Lajeado, com 516 votos, foi uma surpresa. “Nem me preparei para nada ainda”, admite ele, que foi convidado para se candidatar pelo seu chefe onde trabalha, o ex-vereador Marcio Klaus, pai do candidato a vice pelo PSB, Felipe Klaus. Ele atualmente trabalha há cerca de dois anos em Uruguaiana, em uma empresa de máquinas. “Como eu estava fora de Lajeado, eu jamais imaginava”, afirma, sobre vir para o município somente para fazer a campanha e ser eleito para ocupar uma das 15 cadeiras no legislativo.


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Por este motivo, Rosa não esperava a quantidade de votos recebidos. O futuro vereador acredita que os votos recebidos são em função das amizades. “O que me elegeu vereador de Lajeado foi o convívio que eu tive dentro das empresas que eu trabalhei. Muitas amizades, sempre fui um colega de fazer muitas amizades, nunca diz mal para ninguém e sempre ajudei muita gente”, destaca. “Nas vizinhas, sempre tive muita amizade, sempre fui um cara prestativo”, recorda.

O futuro vereador já atuou como vendedor de doces, servente de pedreiro, caixa de supermercado, em malharia e estofaria e em indústrias alimentícias. Rosa diz que pretende “trabalhar junto com o povo nos bairros, em questão de projetos tenho bastante ideias”, garante, sem exemplificar quais seus projetos. “Eu ser vereador de Lajeado é uma coisa que eu não esperava que acontecesse”, admite.

Mandato ameaçado

Em função de suspeitas de duas candidaturas laranjas no PSB, que fizeram zero e um voto, o Ministério Público ajuizou uma ação contra as duas mulheres e a nominata inteira do partido em função de burla à cláusula de gênero. Se a ação tiver procedência, o mandato de Adriano Rosa, diplomado vereador na manhã desta sexta-feira (18) em cerimônia online, pode ser cassado.

Rosa é cunhado de uma das mulheres que, segundo o MP, não fizeram campanha. Ele garante que não falou com ela a respeito. “Não cabe a mim ficar fazendo pergunta”, destaca. O eleito diz que “não tem informações” e que não foi ouvido. “Ninguém me chamou. Quem está cuidando é o partido, é o advogado do partido. Não sei de nada a respeito disso”, diz.

Ele afirma que essa ação não vai impedir o seu trabalho. Rosa diz que pretende “entrar, trabalhar e esperar para ver o que vai acontecer”. “Estou com a minha consciência limpa”.

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