No Dia do Bombeiro Voluntário, conheça quem salva vidas somente por amor a profissão

Comandante dos Bombeiros Voluntários de Imigrantes e Colinas (Imicol), Caroline Hauschild, e a bombeiro Natalia Tais Kanecht se dividem entre venda de marmitas e cachorro-quente e a corporação


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Comandante Caroline Hauschild e a bombeiro voluntária Natalia Tais Kanecht (Foto: Caroline Silva)

Durante o dia, ela usa farda e botas e fica à espera do telefone tocar para alguma ocorrência. Mas à noite, ela faz marmitas para vender para poder se manter como voluntária. Esta é a comandante dos Bombeiros Voluntários de Imigrantes e Colinas (Imicol), Caroline Hauschild. A outra, de 23 anos, se divide entre a corporação e o emprego remunerado em uma empresa de energia. Nos finais de semana ainda vende cachorro-quente em um trailer. A bombeiro voluntária Natalia Tais Kanecht também tem a mesma paixão que a da comandante Caroline: salvar vidas de forma voluntária.

Nesta terça-feira (13) é comemorado no Rio Grande do Sul o Dia do Bombeiro Voluntário, por meio de uma lei estadual instituída há três anos. Para homenagear esta classe, a reportagem da Rádio Independente foi até a corporação do Imicol para conhecer de perto o trabalho destes profissionais.

Ocorrências que marcam

Há um ano como bombeira voluntária, a comandante Caroline, de 33 anos, lembra de algumas das situações de salvamento que mais a marcaram. Segundo ela, uma das maiores recompensas é recuperar os sinais vitais da vítima. “Tivemos a oportunidade de reverter uma parada cardiorrespiratória, infelizmente a vitima faleceu no hospital depois, mas conseguimos ter a sensação de trazer alguém de volta a vida”, conta.

Outra ocorrência marcante para a comandante foi o resgate de uma jovem presas nas ferragens após um capotamento. “Às vezes, as pessoas nos questionam do que nos leva a fazer isso, mas chegar num acidente, encontrar uma menina de 22 anos gravemente ferida, ela pedir para não a deixar morrer, e um mês depois ela vir até aqui me agradecer, é isso que nos faz vir aqui, a gente saber que alguém pode estar precisando e a gente ser a mão que será estendida, mesmo que a pessoa nem saiba quem a salvou”, comenta.

“Neste um ano só cresci como pessoa”

Aos 23 anos, e também há um ano como bombeira voluntária, Natalia diz que cresceu muito neste período na função que exerce, além de também já colecionar ocorrências marcantes. “Estou atuando há um ano e nesse um ano só cresci como pessoa porque comecei a ver a vida de forma diferente, atendi ocorrências gravíssimas de pessoas que não conseguiram seguir sua vida em frente, mas um grande incêndio que ocorreu em Teutônia, e solicitaram apoio e a gente foi mesmo com o caminhão estragado, foi arriscado, mas era nosso dever, não nos sentiríamos bem não indo”, lembra.

Em busca da nova sede

Até o final deste ano a corporação deseja mudar de local, já que hoje sua sede é em Colinas, onde dividem o aluguel com uma empresa. Para isso, o grupo lançou uma Vakinha on-line, por ainda não poderem realizar pedágios solidários devido a pandemia. A comandante Caroline fala que estão em busca de doações para adquirir equipamentos de proteção pessoal. “No mês passado reconstruímos todo nosso resgate com valor de doação, porque ele era uma unidade muito básica, e agora criamos a Vakinha para juntar dinheiro para equipamentos e construção da sede nova”, diz.

Como ajudar

  • Chaves Pix: CBVIMICOL@GMAIL.COM ou CNPJ:14.370.354/0001-32
  • Banco Sicredi: Banco: 748 Agência: 0119 Conta: 40593-7

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

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