“No espaço externo, não tem mais por que usar mascara”, afirma presidente da sociedade gaúcha de infectologia

Alessandro Pasqualotto analisa a possibilidade de a vacinação contra o coronavírus ser feita de tempos em tempos, no roll de imunização sazonal


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Presidente da Sociedade Rio-grandense de Infectologia (SRGI), Alessandro Pasqualotto

O presidente da Sociedade Rio-grandense de Infectologia (SRGI), Alessandro Pasqualotto, avaliou a flexibilização do uso de máscaras adotada nesta terça-feira (15) pelo Governo do Estado e municípios gaúchos, entre eles Lajeado, em entrevista ao Troca de Ideias nesta quarta-feira (16).

Para ele, é natural que tenha pessoas com medo e receio de retirar as máscaras em ambientes públicos devido ao histórico da pandemia. Porém, Pasqualotto entende que a covid-19 hoje, com os níveis de vacinação e de infecção prévia da população, é uma doença mais branda, muitas vezes assintomática, que causa uma espécie de resfriado ou gripe simples. “A doença ficou menos frequente”, nota.

Dessa forma, o presidente da SRGE entende que “é momento de conversar sobre flexibilização”. No ambiente aberto, “é muito seguro sair na rua sem máscara”, afirma. “É tranquilo dizer que, no espaço externo, não tem mais por que usar mascara”.

“Não tem por que a gente se privar de passar todo esse tempo usando mascara”, entende o especialista, para quem é preciso aprender a conviver com o coronavírus. O infectologista pontua que as suas colocações são com base na realidade atual, de acordo com a situação de momento, e que podem ser revistas conforme alterações de cenário.

Nos espaços internos e ambientes fechados, Pasqualotto diz que a obrigação ou recomendação deve ser dada segundo a realidade local, observando dados de transmissibilidade e de internações hospitalares.

Para ele, de modo geral, a utilização obrigatória de máscaras “causa grande prejuízo à qualidade de vida” hoje. No entanto, o especialista pondera que “deveriam usar máscara as pessoas que têm risco de adoecimento”. “A sociedade está madura para entender que tem pessoas que vão preferir usar máscaras”, acredita.

Ao olhar para os índices de vacinação, o infectologista manifesta preocupação com baixa procura pela terceira dose. Ele orienta que as pessoas deixem de lado o chamado “esquema vacinal completo” com duas doses e procurem a terceira e quarta doses, se for o caso. Pasqualotto analisa também que é possível que se evolua para a necessidade de vacinações de tempos em tempos, no roll de imunização sazonal.

O presidente da SRGI sustenta que os imunizantes são seguros, situação confirmada nos testes e nas aplicações, e pede que não se deixe a política e uma postura prévia antivacina se sobreporem a informações objetivas na condução das ações na saúde pública.

Pasqualotto busca conscientizar os pais também a levar seus filhos para realizar a vacina. De acordo com ele, é uma postura benéfica para a criança e para a população de modo geral, porque evita a exposição delas ao risco e reduz a disseminação do vírus nas casas, nas escolas, entre as famílias e nas comunidades.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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