No livro “A noite que mudou nossos dias”, professora relata o drama da comunidade roca-salense na enchente de setembro de 2023

Obra, que tem 23 contos e 152 páginas, será lançada na noite desta quinta-feira


0
Foto: Divulgação

Na noite desta quinta-feira (11), a professora Marisete Bronca Conzatti fará o lançamento do Livro “A noite que mudou nossos dias”. O evento vai ser realizado no Salão de Atos do Colégio São José, em Roca Sales, às 19 horas. A atividade faz parte da Semana Literária e relata o drama vivido pela comunidade roca-salense e cidades vizinhas na enchente que ocorreu em setembro de 2023.

A professora perdeu um cunhado, a loja da família foi destruída e, além disso, vários parentes tiveram os móveis de suas casas arrasados pela água. “Vendo toda a população triste demais, eu também não tinha como não ficar triste, e comecei a escrever, colocar no papel, como forma de desabafo e de processar tudo o que estava acontecendo aqui”, relata. “Não só expressar o que eu estava sentindo, mas como forma de expressar tudo o que eu percebia que as pessoas estavam sentindo e com o intuito de que isso não ocorresse mais na nossa cidade e cidades vizinhas”, complementa.

A professora ainda relata que percebeu a falta de informações sobre a maior enchente, que até então era a de 1941, e por isso resolveu alertar a posteridade. “Muitas destas pessoas pereceram nessa noite, porque não acreditavam que o rio pudesse chegar a altura que chegou e então deixando registrado, eu acredito que as pessoas vão se alertar para que quando chover demasiadamente e quando o rio estiver aumentando muito, saiam dos locais que alagam, porque nesses contos eu também trago os locais de alagamento”, relata.

Os relatos começaram a ser registrados em uma agenda por volta do dia 10 de setembro. O livro tem 23 contos em 152 páginas com fotografias e dois QR Codes, um deles sobre o momento em que os bombeiros salvaram a cunhada e um casal de primos que estavam em cima de uma laje. “Era uma noite que não terminava nunca. Ouvimos muitos pedidos de socorro. Acreditamos que isso não é para sempre, porque acreditamos que em breve todas as cidades atingidas possam se recuperar e de certa forma esquecer. As cicatrizes permanecerão para sempre, mas que de certa forma a gente possa entender, processar esse momento de 2023 e seguir a vida, seguir em frente, com resiliência, com superação e com alegria”, declara.

Texto: Elisangela Favaretto
[email protected]

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui