“No projeto não havia risco de incêndio”, diz engenheiro responsável pelo projeto acústico da Kiss

Oitiva teve início às 15h33, e conforme o prolongamento de suas respostas, deve ser a maior do dia


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Foto: Divulgação

O terceiro depoente no julgamento da Kiss desta quinta-feira (2) é o engenheiro responsável pelo projeto acústico, Miguel Ângelo Pedroso. A sua oitiva teve início às 15h33, e conforme o prolongamento de suas respostas, deve ser a maior do dia. 

O presidente do júri, juiz Orlando Faccini Neto, iniciou os questionamentos ao engenheiro, que reiterou ter avisado o proprietário da casa noturna, Elissandro Callegaro Spohr, o Kiko, de que as espumas que haviam no local não serviram para nada. Após, ao ser questionado se o engenheiro havia solicitado a retirada das espumas inflamatórias, Pedroso foi incisivo:  “Foi a primeira coisa que eu fiz. Estas espumas não servem para nada.”

Conforme o engenheiro, a obra de isolamento acústico entregue por ele tinha um valor estimado de R$ 60 mil a R$ 80 mil, e envolvia gesso acartonado no teto, forração de lã de vidro, paredes novas de alvenaria e troca de palco de lugar. “No projeto não havia risco de incêndio”, destacou. Ele ainda disse que realizou obras na boate e que foi feita fiscalização pelo MP.

Estas obras foram realizadas no período em que a casa permaneceu fechada para a reforma, e ao reabrir para as festas, Kiko teria ligado para Miguel alegando ainda haver barulho para a rua. Então, o proprietário teria dito que colocaria espuma para resolver o problema. “Disse para ele que não adiantaria. Só um leigo ou ignorante na área poderia achar que espuma seria condizente dentro de uma boate”, disse.

O depoimento do engenheiro segue sendo realizado no Foro Central de Porto Alegre. 

Texto: Vinicius Mallmann
regional@independente.com.br

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