Nos EUA, ao final do dia, qualquer pessoa pode se vacinar até em supermercados, diz empresário natural do Vale

“Agora é um cenário de bastante otimismo, que a gente viu que está passando”, nota Evandro Fascina, que conta detalhes do processo de imunização no país


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Evandro Fascina atua no ramo de construção civil na Flórida, onde mora há três anos (Foto: Divulgação)

O empresário Evandro Fascina, natural de Anta Gorda, no Vale do Taquari, reside na Flórida há três anos. Em entrevista ao programa Redação no Ar desta terça-feira (23), ele relatou particularidades do processo de imunização contra a Covid-19 nos Estados Unidos. Conforme ele, ao final do dia, todos os dias, quando sobram as vacinas programadas para os grupos de risco, os imunizantes são levados para redes de supermercados e farmácias, onde podem ser aplicados em qualquer pessoa.


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“Durante o dia, existem locais que fazem vacinas. Começou lá com pessoas com 75 anos, depois 65, agora acima de 50 anos. Mas, sempre que sobram vacinas, todo dia às 17h, elas são levadas para os supermercados e farmácias. E nessas filas podem entrar qualquer pessoa, de qualquer idade, e fazer essas vacinas que sobram durante o dia”, conta. “Não é perguntado nada, se a pessoa está morando legal nos Estados Unidos, se a pessoa está trabalhando. A intenção do governo é realmente imunizar as pessoas com a menor burocracia possível”, ressalta.

Fascina reside atualmente na cidade de Boca Raton, no condado de Palm Beach, a 70 quilômetros ao norte de Miami, e atua no ramo da construção civil. “Agora é um cenário de bastante otimismo, que a gente viu que está passando”, nota.

“Aqui a gente observa que o comércio está aberto, que as coisas estão acontecendo. As nossas atividades acontecem normalmente. Aliás, elas, por quase todo o período da pandemia, aconteceram normalmente”, ressalta. Segundo ele, mais de 200 milhões doses já foram distribuídas e utilizadas, entre primeira e segunda dose. Nos próximos 30 ou 40 dias, todos devem estar imunizados, calcula.

O empresário afirma que no governo Trump, diferente da impressão que se tenha, “não houve o descaso com a pandemia”. “Pelo contrário: ele imediatamente tratou de produzir essas doses, e salvou a economia. E agora o governo Biden vem seguindo na mesma linha”, pontua, sobre medidas econômicas e compra e produção de vacinas.

“As empresas, a folha de pagamento foi paga pelo governo. O governo deu esse dinheiro para os empresários a fundo perdido. O governo tem salvado a economia, lá no período do Trump e agora, no período do Biden”, afirma Fascina.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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