O agro também não pode parar

Leia a coluna do engenheiro agrônomo Nilo Cortez.


1

Estamos numa situação de emergência. Cá entre nós algumas coisas não podem parar. E merecem nossas palmas. Penso quem trabalha com energia elétrica são fundamentais. A segurança pública, Brigada, Polícia Civil e quem atua na fiscalização sanitária também. Devido alguns “não brasileiros” que querem ganhar a qualquer preço, precisa da atuação dos fiscais do comércio. Os meios de comunicações tradicionais e eletrônicos precisam estar fiscalizando e informando. O pessoal do recolhimento do lixo. Todos aqueles profissionais de plantão em suas atividades de transporte, motoboys, posto gasolina e comércio para que o mínimo esteja aberto também.

Os profissionais da saúde de todos os setores nem se fala. Por ali passa o sucesso desta guerra contra o vírus. Os postos de saúde, hospitais, farmácias e os seus profissionais são nossa esperança.

Outros fundamentais são aqueles que trabalham com a água sejam da rede hídrica privada, associativa ou a CORSAN. E a situação está agravada pela falta de água. A previsão para o segundo semestre não se mostra muito boa. Falam do La Nina e isto representaria menos chuvas para a próxima safra. Ora estamos sem água agora e o que está sendo esperado não vai recuperar o que foi perdido. As reservas já entrarão baixas e precisamos estar atentos.

Tenho falado em vários programas de pensarmos em captar água se primeiro se falava para irrigação e que é fundamental. Agora será para manter a casa, criações e aquela pequena horta das preferências que a família consome. Toda esta situação trará dificuldades pela frente cuja atitudes mais planejadas poderão amenizar.

O AGRO não pode parar também e merecem palmas. A agricultura e pecuária tem época para se desenvolver, produzir e colher ou abater. A colheita de verão é agora. As pastagens e cultivos de inverno iniciam logo após. Podas do inverno só pode ser no inverno. Colhemos goiaba agora e se quisermos comer depois só fazendo compotas, shimmies, goiabada, e assim vai com as frutas hortas e demais colheita. O que não aproveitarmos agora só em 2021. Vale para as lavouras milho, soja, tabaco, feijão, arroz… E tudo que deixamos de colher não há mais como repor. O novo plantio inicia em setembro deste ano para ser colhido a partir de 2021 com exceção de boa parte dos hortigranjeiros.

Todos os recursos que entrariam dos produtos que deixaram de ser vendido, não vão circular na rede bancaria, no comercio e para pagar os diversos serviços prestados. Isto representa maior custo em tudo. E o sucesso dos próximos cultivos e criações será bom para todos.

As criações da região suínos, aves, bovinos principalmente seguem seu ciclo e os animais não param de crescer e tem seu tempo de abate pelas agroindústrias. Uma vez industrializada pode ser armazenada, transportada e distribuída para rede comercial e garantem o abastecimento. Das dificuldades que teremos pela frente o fornecimento das carnes e laticínios me parecem as que mais rápidas podem responder. E tem sido a base da alimentação de grande maioria dos consumidores. Me desculpem os vegetarianos que conseguem com as olerícolas também uma reposição mais rápida, mas menos representativa no momento.

A imunidade das pessoas passa por boa alimentação e teremos o inverno pela frente. Precisa ter as calorias para compensar o frio, muitas frutas e nossos tradicionais pratos quentes. Quem produz nossos alimentos básicos é a agricultura familiar já endividada com este período de seca. O ente público precisa olhar com muita atenção para os recursos da próxima safra e as dívidas das parcelas desta safra. O AGRO não pode parar. Palmas a todos estes agricultores e suas famílias.

1 comentário

  1. Ótimas dicas! Principalmente nesse momento que estamos vivendo, precisamos mais que nunca nos manter saudáveis e cuidar principalmente da nossa imunidade!

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui