O amor que não é regado no cotidiano pode desencadear dúvidas e carências

Confira o comentário da jornalista, psicóloga e psicanalista clínica Dirce Becker Delwing.


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Foto: Dirce Becker Delwing

Faz algum tempo que plantei hortelã e manjericão em vasos e coloquei na marquise da janela da cozinha. O lugar ficou adequado para colher um chá ou tempero enquanto cozinho. No começo, as plantas cresciam bem, e eu fazia pequenas colheitas várias vezes por semana. Com o passar do tempo, as folhas começaram a ficar ralinhas e quase que não era mais possível usá-las. Passei a comprar folhas de hortelã e manjericão na fruteira e, raras vezes, olhava para minhas plantinhas. Há cerca de duas semanas, tive a ideia de colocar mais terra nos vasinhos. Poucos dias depois, as folhas começaram a ficar saudáveis e, novamente, propícias para o uso.


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Ao observar o efeito do pequeno cuidado que tive com as plantinhas, fiquei pensando na forma como lidamos com as nossas amizades, com os nossos relacionamentos afetivos. Nenhuma amizade se mantém robusta se você não regar ela, se você não fizer contato com a pessoa de vez em quando, se você não se interessar pela vida do seu amigo, se você não estiver atento e disponível quando ele estiver passando por uma dificuldade, ou se você não vibrar com as suas conquistas.

Nenhum relacionamento conjugal será eternamente viçoso se o casal não alimentar os vínculos afetivos constantemente. O amor conjugal, o amor dos amigos, o amor da família precisa de demonstrações de afeto, palavras e gestos que fortaleçam os vínculos e edificam a reciprocidade. O amor, feito uma plantinha, volta e meia, necessita de terra nova para se sentir vivo e forte.

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