“O cenário já era terrível, agora não tem nem nome para isso”, observa presidente do Codevat sobre fim das isenções

Região pediu mais tempo para analisar estudo das concessões das rodovias estaduais do Vale do Taquari


0
Comunidade revoltada realizou manifestação no final de semana contra pedágios (Foto: Caroline Silva)

O presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Luciano Moresco, pediu mais tempo ao Governo do Estado para as lideranças da região analisarem o plano que prevê as concessões das rodovias estaduais pelos próximos 30 anos. Uma audiência pública virtual está prevista para ocorrer no próximo dia 14. No entanto, Moresco assinou um documento pedindo o adiamento da reunião e encaminhou ao secretário de Parcerias do RS, Leonardo Busatto, nesta segunda-feira (5). Ainda não houve resposta de Busatto.

O presidente do Codevat conta que, no encontro realizado em Encantado, no dia 24 de junho, com lideranças para apresentar o estudo de concessão, ficou decidido que precisariam de mais tempo para analisar o plano. Segundo ele, o prazo a mais necessário seria final de julho. “Naquela reunião ficou decidido que precisaríamos de mais prazo para ter acessos a informações técnicas, aos projeto com relação a cada trecho. Ficou formalizado verbalmente que precisamos de mais tempo para ter mais acesso aos projetos que o Estado estava nos repassando”, explica.

Luciano Moresco (Foto: Divulgação)

Moresco observa alguns pontos preocupantes a serem discutidos pelas lideranças regionais envolvidas. Um deles seria a previsão de construir a duplicação entre Lajeado e Encantado somente após o 10º ano de concessão. Segundo ele, não é possível esperar tantos anos para a construção. “O governo definiu algumas prioridades na execução de obras, como a duplicação entre Lajeado e Encantado, mas está prevendo ser iniciado após o 10º ano de concessão. Temos, entre Lajeado a Arroio do Meio, de 28 a 30 mil veículos por dia. Isso é inadmissível”, ressalta.

Outro ponto levantado por Moresco seria o local de instalação das praças de pedágios e o fim das isenções. “As praças de pedágios separam as comunidades dos municípios, e agora no novo modelo acabam as isenções para aquelas comunidades. Então, esse cenário, que já era terrível, agora não tem nem nome para isso. As praças devem ir para onde afete o minimo possível ou nada”, declara.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui