O comportamento na fila do buffet mostra traços da personalidade da pessoa

Uma pessoa com fome é capaz de esquecer quem ele é. Sem falar que a comida pode ser uma espécie de abraço por dentro, um refúgio, um colo


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Foto: Ilustrativa

O que o seu comportamento no restaurante pode revelar sobre você? Você consegue se servir com tranquilidade, mesmo vendo que há uma fila atrás de você? Ou você tem a sensação de que está incomodando? Você faz rápido, nem repara direito nos pratos disponíveis porque não suporta que uma galera fica de olho na sua desenvoltura? Ou você é daquele tipo que chega chegando, que pega o prato com coragem e, sem dó e nem piedade, persegue o objetivo de escolher a melhor carne, o bolinho mais quentinho, a cereja mais vistosa do bolo?

Como se comportar para não parecer faminto? Como suportar a fila atrás de você sem que você se sinta pressionado? Afinal, quando está na sua vez, você tem o direito de se servir com calma. A fila do buffet é um lugar interessante para analisar o comportamento humano. Talvez porque o nosso instinto “animal” está exposto a céu aberto. Um homem com fome é capaz de esquecer quem ele é. Sem falar que a comida pode ser uma espécie de abraço por dentro, um refúgio, um colo. A nossa postura diante da alimentação é capaz de abrigar tantas outras demandas emocionais.

Tem aquela pessoa impaciente que se incomoda com a demora daqueles que estão na sua frente, tem aquela que fica lhe empurrando com os olhos para que você se sirva logo, tem aquela distraída que aparenta nem se dar conta de onde está. Tem a galera que aproveita pra colocar o papo em dia e tem aquele sujeito que fala de coisas pessoais. Tem aquele cara emocionando diante do reencontro com um velho amigo, tem aquele que serve a comida cuidadosamente. Tem aquele que mete a colher bem no meio da travessa e desmonta toda a lasanha, estragando a decoração porque busca a melhor parte para si. Tem aquele que pega um tiquinho de sobremesa, tem aquele que quer experimentar um pouco de cada opção disponível. Tem aquele que se serve com elegância, tem aquele que aleija o pudim porque não segue a ordem das fatias e mete a colher no meio do doce. Quem você é na fila do buffet?

Por Dirce Becker Delwing, jornalista, psicóloga e psicanalista clínica

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