O desafio é o jovem estar por cima das ferramentas de internet, e não dominado por elas, afirma psiquiatra 

Jovens que utilizam essas plataformas por um período maior que 4 horas por dia têm maiores chances de desenvolver quadros de depressão e ansiedade.


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Foto: Divulgação

A virtualização das relações sociais foi o tema da entrevista do médico psiquiatra Rafael Moremo no quadro “Direto ao Ponto” desta quinta-feira (22), no programa Troca de Ideias. Conforme o profissional, a pandemia de coronavírus ampliou essa tendência. Pesquisas mostram, por exemplo, aumento de 40% no consumo diário de redes sociais.


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Moreno alerta que jovens que utilizam essas plataformas por um período maior que 4 horas por dia têm maiores chances de desenvolver quadros de depressão e ansiedade. O psiquiatra afirma que “o grande problema da virtualização é que a espécie, o corpo não foi feito para isso”. Ele defende que as redes sociais digitais “devem ser complementares, não devem ocupar todas as nossas formas de relação”.

Para o psiquiatra, reverter essa tendência vai depender dos educadores e pais, ao exercerem um papel de maior controle e conscientização. Moreno diz que o jovem também não pode ser isolado das novas formas de relação virtuais, ao apontar, por exemplo, necessidades em áreas como mercado de trabalho. “São se pode isolar o jovem também”, destaca. “O desafio é o jovem estar por cima das ferramentas de internet, e não sendo dominados por elas”, afirma.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

 

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