O esquecido drama de quem vive com pessoas que sofrem de depressão

Segundo a OMS, mais de 11 milhões de brasileiros sofrem com a depressão.


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Foto: Pixabay / Ilustrativa

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 11 milhões de brasileiros sofrem com a depressão. Pelo mundo, são quase 300 milhões de pessoas, números que fizeram a OMS chamar a doença de “mal do século”.

Tratamentos psiquiátricos e terapias diversas são apresentadas em textos e programas de TV. Famosos e até youtubers têm falado muito mais da doença, mas uma parte importante desta equação toda parece ficar de lado: o cuidador.

Por ser um conjunto de sintomas que podem estar presentes em aspectos variáveis em cada pessoa, a depressão não é fácil de ser diagnosticada. E a pessoa que convive com o doente rotineiramente também pouco sabe o que fazer.

Segundo o Ministério da Saúde, um paciente com depressão pode apresentar tristeza profunda, falta de apetite, de ânimo, pessimismo, baixa auto-estima – que aparecem com frequência – e podem combinar-se entre si.

De acordo com os especialistas, o crescimento do diagnóstico pode estar ocorrendo por conta de maiores cobranças sociais e pessoais de hoje. Mas também existe mais informação e aos poucos os preconceitos estão sendo combatidos e reduzidos, o que aumenta a quantidade de pedidos de ajuda e, consequentemente, os diagnósticos.

O psiquiatra Roni Cohen, diretor do Centro Brasileiro de Estimulação Magnética (CBREMT), aponta onde normalmente é o calcanhar de Aquiles do parceiro: “Realmente aqueles que cuidam ficam em segundo plano. Cuidar de uma pessoa com depressão requer uma sobrecarga emocional grande, principalmente porque, além de absorver o sentimento do outro, advém uma sensação de impotência quando se percebe que nem sempre a ajuda está sendo efetiva”.

Fonte: BBC/News

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