O hábito de poupar: não desenvolvê-lo pode ser a causa de sepultamentos precoces

O medo da pobreza é o principal responsável por destruir a autoconfiança e a esperança das pessoas


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Foto: Ilustrativa / Pixabay

Havia uma família composta por um casal e três filhos, sendo duas meninas e um menino. A família ganhava a quantia de 12 mil dólares por ano, o que equivale a aproximadamente 5 mil reais mensais. Porém, a esposa havia desenvolvido o mau hábito de gastar além do que era necessário, uma vez que gostava de ostentar para a sociedade um padrão de vida que não poderia pagar. Esse mau hábito foi transmitido aos filhos e a família acabou endividada, comprometendo o futuro da família e, por consequência, o casamento e a felicidade do casal.

Essa história está registrada no livro “O Manuscrito Original”, de Napoleon Hill, publicado em 1928, mas que parece relatar a realidade de muitas famílias atualmente. Hill afirma que não desenvolver o hábito de poupar é garantia de fracasso. O medo da pobreza é o principal responsável por destruir a autoconfiança e a esperança das pessoas. Esse medo, aliado ao peso das dívidas, pode escravizar as pessoas ao longo de uma vida.

Segundo o autor, existem duas formas de endividamento: a primeira são dívidas contraídas por luxúria. A segunda, dívidas contraídas por maus investimentos. A primeira deve ser completamente eliminada de nossas vidas. A segunda, deve ser tolerada e utilizada com bom senso. Ainda na mesma obra, Hill cita que devemos substituir o hábito de gastar pelo hábito de poupar. Se apenas eliminarmos o hábito de gastar, sem substituí-lo pelo hábito de poupar, rapidamente o hábito de gastar reivindicará seu lugar e voltaremos ao mesmo vício de antes.

Sabe-se de soldados que foram a inúmeras guerras e eram exemplos de coragem ao atacar adversários nas trincheiras, mas que sucumbiram ao medo da pobreza e tiveram como consequência a sepultura precoce. O medo da pobreza fragiliza nossa mente, sendo o portal para que outros medos entrem. Um exemplo é o medo de perder a saúde, que vem como companhia do medo da pobreza.

Para vencer a pobreza recomenda-se, em primeiro lugar, abandonar de vez o hábito de gastar para depois quitar as dívidas. Somente assim nos livraremos do modelo endividado de ser e construiremos o modelo da abundância. Lembre-se que cuidar do dinheiro é uma simples questão de hábito. Desenvolva-o. Forte abraço e até a vitória, sempre.

Gustavo Bozetti (@gustavobozetti), diretor da Fundação Napoleon Hill e MasterMind RS

 

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