O impacto do aumento do pedágio e as perspectivas de inflação até o fim do ano

A economista e vice-presidente do Codevat, Cintia Agostini, analisa a fotografia econômica de momento a partir do reajuste nas praças de pedágio administradas pela CCR ViaSul, incluindo a BR-386


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Foto: Natalia Ribeiro / Arquivo

A economista e vice-presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Cíntia Agostini, comentou sobre o aumento da tarifa de pedágio da BR-386, previsto para entrar em vigor a partir da segunda-feira (28), em participação no quadro “Direto Ao Ponto” desta quinta-feira.

Ela lembrou que os contratos de concessão já se preveem reajustes anuais baseados no índice oficial de inflação, que no ano passado ficou em mais de 10%. Conforme a economista, esse reajuste pode sofrer diminuições caso a empresa não cumpra critérios contratuais, o que não foi o caso da CCR ViaSul.

Cintia analisa que, no dia a dia das famílias, a renda não acompanha a evolução da inflação. E o reajuste das tarifas impacta diretamente na vida de quem passa pelas praças de pedágio e também no custo logístico de produção, no custo daquilo que se consome e se transporta, já que a diferença é repassada para o consumidor.

A economista explica que há a expectativa de que o cenário econômico se estabilize até metade do ano, e que a inflação feche o ano próxima aos 6%. Porém, ela faz a ressalva de que esta é a fotografia de momento, e que o cenário pode ser alternado de acordo com mudanças nas conjuntos doméstica e internacional.

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