O melhor remédio para evitar a epidemia de miopia é brincar no pátio, afirma oftalmologista

Levantamento aponta que sete em cada dez médicos identificam aumento de miopia em crianças durante a pandemia


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Sete em cada dez médicos entrevistados em um levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) identificaram aumento de miopia em crianças durante a pandemia. O estudo foi realizado em abril e junho deste ano, e os resultados foram analisados pelo oftalmologista Thomaz Mendonça Rodrigues em entrevista no programa Redação no Ar desta terça-feira (10).


ouça a entrevista

 


 

A maioria dos profissionais (75,6%) avalia que o uso de dispositivos eletrônicos pode agravar o quadro de miopia, prejudicando a visão para longe. Outros 22% entenderam que esse fator pode influenciar, mas apenas com uso de tablets e celulares.

Oftalmologista Thomaz Mendonça Rodrigues (Foto: Tiago Silva)

Quase todos os profissionais (98,6%) disseram que a redução do tempo gasto em telas pode ajudar no caso de crianças míopes. Os especialistas consideram o aumento de atividades fora de casa como um fator que pode contribuir. Para cada hora na frente dos dispositivos, é indicado 10 minutos de descanso, orienta Rodrigues. “A gente brinca, entre nós oftalmologistas, que o melhor remédio para evitar essa epidemia de miopia que está acontecendo é brincar no pátio”, ressalta o profissional.

“As crianças e os adolescentes passam muito tempo olhando para perto, e aconteceu muito durante a pandemia. O que acontece: o músculo ciliar fica mais forte que o normal, por fazer muita força para perto”, explica Rodrigues. “Muita força para perto o músculo desaprende a fazer o foco para longe, e aí é que a miopia entre em campo”, descreve.


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