“Crianças, conheçam o papai”, foi um anúncio em tom jocoso que o site de notícias russo RT (abreviação de Russia Today) fez logo após os Estados Unidos lançarem, no dia 13 de abril no Afeganistão, uma bomba que os americanos – e boa parte da imprensa internacional – chamaram de “a mãe de todas as bombas”.

A bomba americana, a MOAB GBU-43 – sendo MOAB as siglas para Massive Ordnance Air Blast (bomba de ar de artilharia massiva) e, ao mesmo tempo, para Mother of All Bombs (Mãe de todas as bombas) – foi anunciada pela Força Aérea dos EUA em 2002 com a mais poderosa bomba não nuclear já feita.

Já o artefato russo é uma Bomba Termobárica de Aviação de Poder Aumentado (AVBPM, na sigla russa), e foi apresentada pela primeira vez em 2007 – como sendo uma versão bem mais potente que a bomba americana.

O ataque no Afeganistão foi a primeira vez em que a MOAB americana foi usada em situação de combate. Não há registro de que a AVBPM russa tenha sido usada até o momento.

A bomba termobárica, também chamada de bomba de vácuo, é detonada em dois estágios: uma pequena explosão cria uma nuvem de material explosivo, que suga o oxigênio em volta e cria uma onda de impacto maior do que a provocada por explosivos convencionais de mesma dimensão.

O vácuo parcial criado aumenta seu poder de causar danos materiais e ferimentos em vítimas.

A bomba russa pesa 7,1 toneladas, enquanto que a GBU-43 lançada pelos EUA sobre uma base do Estado Islâmico no Afeganistão em abril, matando 36 combatentes do grupo extremista, tem 10 toneladas.

Mas a carga explosiva da russa seria de 44 toneladas de TNT, contra 11 toneladas da MOAB, segundo o canal russo.

Além disso, o AVBPM atinge um raio de 300 metros, o dobro da americana.

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