Gustavo Bozetti: O perdão é a linguagem dos anjos

Saber perdoar é protocolar no presente a felicidade do futuro.


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Gustavo Bozetti, diretor da Fundação Napoleon Hill e do MasterMind RS (Foto: Tiago Silva)

Dentre os maiores desafios que percebi nos mais de 100 grupos de empresários que conduzi até hoje, está a dificuldade de perdoar. Normalmente, conflitos surgem por motivos muito simples, de certa maneira até fúteis, mas as pessoas saem com o seu “orgulho” ferido e acabam colocando o relacionamento a perder. Pior é ver famílias se esfacelando por essa falta de capacidade de perdoar.


Ouça a reflexão

 


Se eu pudesse voltar no tempo, eu faria tanta coisa diferente. Ah, faria… Tive muitos conflitos na minha relação com o meu pai. Passamos por momentos muito difíceis em família e acabei me afastando dele por um longo período. Graças a sabedoria adquirida com o passar dos anos, tive a oportunidade de me aproximar novamente do meu pai ainda em tempo. Quando ele se foi, em 2009, muito jovem, aos 59 anos, senti que poderia ter feito uma reaproximação muitos anos antes. Mas ainda assim, vivemos bons momentos juntos.

A Xuxa também teve desafios com o seu pai. Passou anos sem procurá-lo, evitando-o, mas quando a sua filha Sasha nasceu, Xuxa decidiu fazer uma reaproximação. Reconheceu em seu pai, um avô exemplar, capaz de suprir uma possível falta de atenção na relação entre pai e filha, vendo o amor entre seu pai e sua filha. Eu não pude apresentar meu filho para o meu pai, e isso me entristece.

O desafio é que essas “feridas de orgulho” não saram com o tempo. A melhor forma de curar as “feridas de orgulho” é com uma boa conversa. Esse é o verdadeiro movimento de sabedoria, quando a pessoa está disposta a “doar-se apesar de tudo”, ou seja, de “perdoar”. Dessa maneira, abrimos mão de querer ter sempre a razão, para podermos ser felizes.

Acreditamos que esse período de pandemia que estamos vivendo deixará uma geração capaz de valorizar mais as relações interpessoais. Cada vez mais, percebemos que, o que mais importa em nossas vidas, não são os bens materiais que acumulamos, mas sim, as memórias que construímos junto das pessoas que mais amamos. Faço aqui, um apelo. Aproveite esse momento. Aproveite esse dia dos pais com a maior intensidade do mundo, pois o dia de amanhã, não sabemos como será.

Se você ama alguém que se distanciou por alguma mágoa, e você faz questão de superar, recomendo que mande esse texto para essa pessoa. É uma bela forma de mandar um recado importante, que pode mudar uma vida. Faça isso enquanto ainda há tempo. Já vi tantas vidas se reconciliando. Já vi tantos relacionamentos sendo resgatados. Já recebi tantos retornos positivos. Se eu pudesse voltar no tempo, teria feito antes. Fique a vontade de me contar como foi.

Por Gustavo Bozetti, diretor da Fundação Napoleon Hill e do MasterMind RS

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