“O problema não é a UPA, o problema é deixar encher a UPA”, afirma Marcelo Caumo

Prefeitura de Lajeado quer contratar mais seis médicos para ampliar o atendimento nos postos de saúde e desafogar a UPA. Porém, há escassez de profissionais no mercado


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Marcelo Caumo diz que prefeitura estuda também a possibilidade da teleconsulta (Foto: Tiago Silva)

A Prefeitura de Lajeado e a Univates estão na busca pela contratação de médicos para ampliar o atendimento nos postos de saúde do município e, assim, desafogar a alta demanda registrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), localizada no Bairro Moinhos D’Água. Conforme o prefeito Marcelo Caumo, está na lista de contratação seis profissionais, dois deles para os plantões e quatro para ingressassem no quadro dos postos de saúde, nos bairros. O gestor reconhece, porém, que tem sido difícil fechar contrato por causa da escassez de médicos no mercado. Ele espera que até a próxima semana Lajeado consiga resolver essa questão.

“A gente está muito atento a essa demanda excessiva, ela está fora de todos os parâmetros”, reconhece, ao ser questionado no Troca de Ideias desta sexta-feira (8) sobre as filas de espera na UPA. No entendimento de Caumo, “o funcionamento da UPA é muito bom porque, mesmo com a demanda excessiva, ela faz o atendimento de todas as pessoas”. “Então o problema não é a UPA, o problema é deixar encher a UPA”, afirma.

O prefeito destaca que mantém conversas com a Univates, que gere a saúde municipal, para dar suporte à unidade de saúde. “Nós dependemos principalmente de outros médicos. Essa é uma demanda difícil também por conta da escassez de profissionais no mercado”, afirma. “Com a estrutura que tem hoje não dá para ampliar porque falta médico”, resume.

“Conseguindo ampliar o corpo médico, a gente tem duas estratégias montadas”, explica. “Uma delas, nesse momento de crise, é ampliar o atendimento no posto do Centro, fazendo com que o posto fique aberto das 7h da manha às 19h para atender a fica azul.” Caumo explica que as fichas azuis correspondem a casos de síndrome gripal, sintomas de covid-19 e dengue. “Aquela pessoa que não necessita de equipamentos robustos de saúde que tem na UPA”, detalha.

Além disso, a administração municipal também trabalha com a ampliação dos atendimentos nos demais postos, que fariam a seleção e o agendamento de acordo com a necessidade dos pacientes nas consultas eletivas. Também está no radar da prefeitura a utilização da teleconsulta. “São várias frentes. Acreditamos que vamos fazer uma grande reformulação de novo, e acreditamos que tudo isso esteja rodando a partir de junho”, estima.

Marcelo Caumo pondera que a situação da UPA não é exclusiva. Ele lembra que há grande procura nos postos, no setor de pronto-atendimento do Hospital Bruno Born (HBB) e nos demais municípios. Ele acredita que, devido à superproteção da pandemia, as pessoas podem ter ficado com o sistema imunológico mais fraco para as demais doenças e vírus.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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