O que podemos esperar ao (re)abrirem as fronteiras pós Covid-19

Leia e ouça a análise do promotor de Justiça Carlos Augusto Fiorioli no quadro "Direto Ao Ponto".


0
Foto: Arquivo / Rádio Independente

Necessário voltarmos a falar sobre nossos vizinhos uruguaios, argentinos e outros de língua hispânica, até porque, politicamente, muito que lá acontece reflete aqui. O mundo globalizado e com as redes de informação pulverizando os meios de comunicação com notícias a todo tempo mostram que o cenário mundial é, no mínimo, muito preocupante.


ouça a análise

 


Não bastasse tudo que a China vem demonstrando realmente ser, algo como arrogante e agressiva em sua política externa pós Covid-19, com fatos como o claro expansionismo chinês sobre o Mar do Sul da China criando grave crise com vizinhos como Austrália e Japão, afora o conflito de ameaça de anexação com Tawian, acrescido com o conflito com a Índia na região dos Himalaias. Por último, a situação da gigante chinesa de comunicações Huawei que iria implantar a tecnologia 5G no Reino Unido, hoje evitada pelo aperto norte-americano.

Porém, nosso foco é nosso maior e até então melhor parceiro comercial, a Argentina, com uma dívida de mais de 324 bilhões de dólares e que implica em 90% de seu produto interno bruto (PIB) e que tem hoje mais de 35% da população de cerca de 44 milhões de pessoas vivendo na pobreza e uma inflação anual acima de 40% e hoje tendo a China como seu maior parceiro comercial.

Argentinos e Uruguaios são nossos vizinhos de Estado e uma espécie de irmãos de coração, pois inevitavelmente ao (re)abrirem as fronteiras, pós covid-19, certamente legiões de brasileiras estarão especialmente na Argentina em face da maior desvalorização do peso argentino frente ao dólar, havendo, como de regra uma forte transferência de divisas em face do turismo internacional que aqui ocorre tanto no verão como no inverno.

Politicamente, esperamos mais, no sentido que os Presidentes de ambas as Repúblicas acertem o tom e passo, que tenhamos maior integração comercial, revitalizando regiões, especialmente os corredores transoceânicos para utilização dos portos brasileiros e, claro, que todos possamos desfrutar dessa imensa e maravilhosa região que temos o privilégio de habitar e conviver.

Carlos Augusto Fiorioli, promotor de Justiça em Lajeado

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui