“O Rio Grande do Sul não precisa ser o primeiro estado do Brasil a retomar as aulas” diz presidente da Famurs

Emanuel Hassen acredita que não há segurança para viabilizar o retorno.


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presidente da Federação das Associações dos Municípios do RS (Famurs) e prefeito de Taquari, Emanuel Hassen (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)

O tema volta às aulas de forma presencial segue em debate no Rio Grande do Sul. Na manhã de ontem, terça-feira (25), após solicitação da Famurs, o Estado suspendeu retorno das aulas dia 31 de agosto. A nova proposta prevê retomada para a partir do dia 15 de setembro


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“Não há segurança necessária para viabilizar o retorno”, afirma o presidente da Federação das Associações dos Municípios do RS (Famurs) e prefeito de Taquari, Emanuel Hassen, durante entrevista no programa Redação no Ar desta terça-feira (26).

Para Maneco, é necessário aguardar que os números da pandemia amenizem, possibilitando um retorno com maior segurança para os alunos e os servidores da educação. “O Rio Grande do Sul não precisa ser o primeiro estado do Brasil a retomar as aulas” diz o presidente da Famurs. “Nenhum estado ainda voltou, não precisamos fazer esse experimento com as nossas crianças”, complementa.

Hassen também afirmou que a entidade segue disposta a dialogar com os prefeitos dos municípios e com o governo. “É uma das decisões mais importantes desde o início da pandemia”, declara.

Para Maneco, não há indicativo de que, nas próximas semanas, os números de contágio da pandemia estarão mais brandos.

Ao ser questionado sobre uma possível flexibilização por parte do governo com relação ao retorno das aulas pelas séries iniciais, o presidente ressaltou o posicionamento da entidade de retornar pelos estudantes mais velhos, por terem mais capacidade de cumprir os protocolos. “Esperamos que o governador e sua equipe possam refletir sobre esse tema”, comenta.

Hassen demonstrou preocupação com relação à inviabilidade do cumprimento dos protocolos por parte do educandário. “Uma série de questões, que hoje, as escolas municipais e estaduais não têm as mínimas condição de cumprir, seja pelas ausência de servidores, seja pela ausência dos equipamentos de proteção e instrumentos necessários, especialmente na escola estadual. Outra preocupação do presidente é que os alunos se tornem vetores do vírus.

Na próxima terça-feira, haverá uma nova reunião com o governo gaúcho, que apresentará uma nova proposta de retorno, desta vez para o mês de setembro. Os protocolos serão novamente detalhados e qualificados.

Texto: Jonas de Siqueira
web@independente.com.br

3 Comentários

  1. Amazonas já voltou amigo tu é daqueles que querem o salário no bolso e os pais que se ferrem né ? Hipocrita . Nesta segunda-feira (10), 123 escolas da rede estadual de ensino retomaram as aulas presenciais em Manaus e devem receber cerca de 55 mil estudantes. Outros 55 mil alunos devem retornar às escolas na terça-feira (11), já que a capacidade determinada para as salas é de 50%, com ensino híbrido – presencial e online ao mesmo tempo.

  2. Deveria cuidar da cidade a qual é o prefeito. A cidade com mais casos ativos do vale. Vergonha.

  3. Parabéns prefeito Maneco!
    Meu sogro Angelo Bonacina foi ex prefeito de Pouso Novo e perdeu a vida para a COVID, minha sogra e ex secretária de saúde foi derrotada pelo vírus uma semana depois. Agora está a minha cunhada lutando contra o vírus não sabemos se vai sobreviver, segundo o médico só um milagre. Eu Sou professora e mãe e não mandaria filho nenhum para colégio. Eles tem tempo para recuperar o que não foi ensinado por vídeo aula, primeiro a vida que é o mais precioso que temos. Na Geórgia iniciaram as aulas e deu surto de COVID na escola e encerraram as aulas. Então prefeito Maneco não se intimida em defender as nossas vidas, eu lhe agradeço, pois eu provei o sabor amargo deste vírus chamado Covid 19. Ele está circulando e levando minha família ☹️

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