“O rock é metade música e metade atitude, por isso é tão impactante”, afirma Alex Lima, da Banda Automóvel Verde

Ele e o irmão, Max, dedicam mais de três décadas de suas vidas ao gênero. Segundo eles, hoje o estilo musical passa por uma reformulação


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Alex e Max Lima são irmãos e tocam na Banda Automóvel Verde (Foto: Nícolas Horn)

No Dia Mundial do Rock, a entrevista do Troca de Ideias desta quarta-feira (13) foi musical, com os irmãos Alex e Max Lima, integrantes da Banca Automóvel Verde. A grande questão que permeou a conversa foi sobre a cena atual do estilo musical.

Alex relembrou que o grande boom do rock foi nos anos 1950 e 1960, uma revolução que começou nos Estados Unidos e se espalhou para o mundo. Segundo ele, o gênero deu poder e foi um presente como força de expressão a toda uma geração. Hoje os irmãos, que se dedicam há mais de 30 anos à música, reconhecem que está em fase de reformulação.

“O rock sempre esteve por ai, sempre vai estar por ai. Ele nuca morre, mas fica naquele oceano: às vezes, alguma onda passa por cima dele e acaba abafando, e depois aquela maré baixa e ele aparece. Então o rock se recicla e também vai se reformulando, às vezes perdendo espaço por questões de outros estilos, que têm todo o direito também, porque tem gosto para tudo. Agora, neste momento, o rock está numa fase de reformulação. Tem muita banda de rock, só não está na grande mídia, então tu tens que procurar”, destaca Max.

Alex, que é professor também, conta que vê muitas bandas novas formadas por alunos que já passaram por suas mãos. Segundo ele, cabe aos músicos do gênero levá-lo para mais gente. “O rock é metade música e metade atitude. Por isso é tão impactante. A gente consegue, com três ou quatro acordes, mover massas de 80 mil pessoas”, destaca.

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