O Vale do Taquari e a duplicação da BR-386

Há muito pedimos para que a rodovia seja duplicada, agora que estamos próximos desta, sentimos o quanto nossas vidas terão interferência das mudanças que irão ocorrer.


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Cintia Agostini, economista e presidente do Codevat (Foto: Univates / Divulgação)

Tema debatido e projeto esperado, a duplicação da BR 386 já teve comissão pró-duplicação, provocou debates acalorados e manifestações ao longo da rodovia. Depois de décadas da construção da rodovia, esperamos para o ano de 2021 o início da duplicação de 225km da BR-386, de Lajeado a Carazinho. Algo que não é barato para a sociedade do Vale do Taquari e metade dos cidadãos do Estado do RS que circulam nessa rodovia.


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Conhecida como rodovia da produção, a BR-386 também é reconhecida por muitos anos como rodovia da morte. Lembramos que até 2013 a rodovia fazia parte de uma concessão que deixou de existir e nova concessão foi firmada no ano passado (2019). Nesta concessão, a duplicação inicia no terceiro ano, ou seja, fevereiro de 2021, e os primeiros 20,3km deverão ser duplicados em dois anos. Não sem adequações sociais, ajustes e mudanças na vida de cada um de nós.

Acostumados a viver ao longo da rodovia, atravessar a rodovia muitas vezes durante o dia, muitos de seus lindeiros irão sentir os efeitos da duplicação de uma rodovia. Ela pretende se tornar adequada ao que se exige em termos de rodovias de grandes fluxos, mais segura e eficaz. No entanto, não sem trazer muitas mudanças na vida de todos que vivem ao longo desta. Há muito pedimos para que a rodovia seja duplicada, agora que estamos próximos desta, sentimos o quanto nossas vidas terão interferência das mudanças que irão ocorrer. Quero quer que, com o passar do tempo, iremos nos adaptar, pois mudanças geram desconfortos e nos exigem resiliência em prol do coletivo.

No entanto, temos que nos manter firmes para que se cumpram os contratos adequadamente, que se cumpram as exigências legais, que tenhamos transparência em todos encaminhamentos, que saibamos exatamente o que irá acontecer com as nossas vidas e com a BR-386. Haverá, sim, esforço de cada um de nós, seremos nós sim que pagaremos o pedágio que irá duplicar a rodovia, portanto, seremos nós a cobrar que esse projeto aconteça a contento da sociedade, sempre levando em conta que trabalhamos por todos nós coletivamente.

Cíntia Agostini, economista e presidente do Codevat

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