“Óbitos de CNPJ são tão expressivos que vai demorar 10 anos para a economia se recuperar”, afirma vice da Acil

Oreno Ardêmio Heineck, da Acil, e Aquiles Mallmann, da CDL, reforçam críticas ao Modelo de Distanciamento Controlado.


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Oreno Ardêmio Heineck, da Acil, e Aquiles Mallmann, da CDL, em entrevista à Independente (Foto: Tiago Silva)

O vice-presidente de relações institucionais da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), Oreno Ardêmio Heineck, e o presidente da Câmara de Dirigentes Logistas (CDL) de Lajeado, Aquiles Mallmann, ampliaram as críticas ao Modelo de Distanciamento elaborado pelo governo gaúcho. As declarações foram feitas em entrevista ao programa Troca de Ideias desta quarta-feira (5).


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O Vale do Taquari foi classificado na bandeira vermelha, que indica alto risco para contaminação pelo coronavírus, na semana de 4 a 10 de agosto. “Um modelo que mexe com 50% de cores de bandeira, de sexta para terça, é um modelo que já está descartado”, critica Heineck. “Perdeu um pouco a credibilidade”, percebe Mallmann.

Heineck ressalta a necessidade de aprimorar a gestão das medidas para conter a pandemia, e agilizar a colheita dos dados para que os gestores trabalhem com números reais a fim de traçar politicas públicas. Com maior poder de decisão aos prefeitos, o vice-presidente de relações institucionais da Acil defende que o modelo de distanciamento permita ao máximo possível a retomada econômica. Seria um olhar para o amanhã, com o objetivo de evitar perdas econômicas, o fechamento de empresas e demissões em massa.

A mesma posição também é adotada por Aquiles Mallmann, que aponta particularidades de cada município ao falar em “cogestão”. O presidente da CDL lembra que esta semana é de Dia dos Pais, comemorado no domingo (9), e período de pagamento. “Perdendo o Dia dos País, mais uma semana boa de vendas, seria muito prejudicial neste momento”, afirma. A região já tinha ficado na bandeira vermelha na semana do Dia das Mães.

Conforme Mallmann, o comércio do Vale do Taquari sofreu uma queda de 70% no faturamento em função da pandemia. “É impagável o custo”, destaca. Os empresários do setor esperam que a recuperação se dê agora, para que os meses de outubro e novembro se equiparem ao mesmo período do ano passado.

“Os óbitos de CNPJ (fechamento de negócios) são tão expressivos que vai demorar 10 anos para a economia se recuperar”, projeta Heineck. Para ele, o governo deve liberar linhas de crédito para socorrer as empresas, com grande período de carência para o pagamento. Os empréstimos seriam destinados principalmente ao capital de giro, maior dificuldade sentida pelos empresários na pandemia.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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