Oceanógrafa conta como é a jornada de meses vivendo em alto-mar

Em alto-mar, o trabalho é de 8 a 12 horas por dia, em escalas de 45 dias no navio e 45 em terra. “O tempo lá passa numa velocidade totalmente diferente", ressalta Gabriele Ely.


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Foto: Rodrigo Gallas

A oceanógrafa lajeadense Gabriele Ely contou como é a jornada de meses vivendo em alto-mar em entrevista no programa Papos de Mulher deste sábado (22). Aos 31 anos, ela trabalha em navio sísmico, no mapeamento do oceano para a prospecção de petróleo. Ela diz que paixão pelo mar foi pelas conversas com o avô, pescador autônomo. “A gente sempre conversava sobre histórias do bar, e desde que eu me entendo por gente eu queria ser bióloga marinha. Quando eu descobri que existia a oceanografia, aí…”, explica ela.


ouça a entrevista

 


Gabriele fez o curso em Itajaí, em Santa Catarina. “Oceanografia é o estudo do mar, dos oceanos, e de zonas costeiras; a interação do mar com a atmosfera”, explica. A área normalmente é mais procurada por homens, reconhece a lajeadense.

“A minha área é de prospecção de petróleo, a gente vai mapeando para ver onde tem e não tem”, conta ela. Os levantamentos são feitos com sondas. “Esses resultados são comprados por outras empresas, para fazer a retirada do petróleo.”

Ela detalha que, além da formação em oceanografia, é preciso uma série de cursos suplementares para o trabalho, que envolvem desde programas a aeronaves. “Muitos navios a gente vai de helicóptero. Eles não param em portos. Alguns sim, mas a maioria não”, lembra.

Conforme ela, a tripulação é mista. “São profissionais do mundo todo. É difícil tu pegar um navio que é só de uma nacionalidade”, conta. Em alto-mar, o trabalho é de 8 a 12 horas por dia. “Não tem sábado e domingo, todos os dias trabalhando”, ressalta. Geralmente, a escala é de 45 dias no navio, e 45 em terra. “O tempo lá passa numa velocidade totalmente diferente do que aqui de fora”, observa Gabriele.

O mais difícil do confinamento dentro de um navio é o fator psicológico, diz a oceanógrafa. A comunicação com os familiares é feita pelo WhatsApp. Ligação telefônica é difícil pelo sinal. “Não tem televisão. Só se tu colocar algum filme. todo mundo leva um HD cheio”, conta. A tripulação gira em torno de 50 a 70 pessoas por navio, e fica em cabines. “Às vezes são individuais, às vezes tem que dividir. Dependente do tamanho do navio”, comenta Gabriele.

A alimentação, almoço e janta, somente em horários específicos. Mas lanche pode ser feito a qualquer hora. A cozinha é liberada. “O legal é que a galera se troca. São regiões diferentes, comidas típicas diferentes”, destaca.


Empresário cria app para ajudar na luta contra a dependência química

com Natalia Ribeiro

As pessoas que carregam algum tipo de vício, mas se preocupam com a exposição que o processo de tratamento pode proporcionar, agora podem buscar ajuda no próprio celular por meio do aplicativo Anonymo. A plataforma foi criada para atender um público diversificado e que sofre com a dependência em substâncias químicas como o álcool, drogas, além de sexo, jogos, comida e até mesmo relacionamentos tóxicos.


ouça o quadro “aplicativo”

 


Criado pelo empresário e atleta Christian Montgomery, o programa busca criar uma comunidade colaborativa e digital de dependentes que se ajudam diariamente. Tudo isso de forma sigilosa e anônima. Além de oferecer todos os dias doses personalizadas de motivação, o sistema também proporciona acesso a exercícios práticos, baseados no princípio de reuniões digitais, também diárias, que fortalecem ainda mais o autotratamento.

O envolvimento do empresário com as drogas teve início ainda na adolescência por meio do uso de bebidas alcoólicas. O uso contínuo de drogas ilícitas associadas ao cigarro e à bebida alcoólica também provocou a dependência em remédios para dormir. Foram quase 20 anos de consumo desenfreado, cujo resultado foi o fundo do poço e a ruína de todas as conquistas acumuladas até os 34 anos de idade, incluindo o seu casamento.

Fonte: UOL


Estilo, por Douglas Petry

O consultor Douglas Petry traz conteúdo especializado em moda, arte, decoração, estilo e bom gosto. Neste sábado (22), ele fala sobre o efeito metalizado.

Conforme ele, foi um hit no inverno do Hemisfério Norte e que promete repetir o êxito na parte sul do globo. “Vale tudo, contanto que você consiga carregar esse look”, orienta. Ouça o quadro!

 

 


Papos Com Quem Sabe

A mestre em Administração e especialista em Marketing Ana Cláudia Schneider Kist, idealizadora do Atelier de Mkt, em Venâncio Aires, fala sobre pontos de venda e a distribuição dos produtos dentro do estabelecimento e o fluxo de clientes. “Com base nos resultados, saberá identificar as zonas quentes e frias do seu negócio”, comenta. Ouça o quadro!

 


Na Cozinha: Mousse de chocolate (sem ovos)

com Daniel Bortolini

 

Ingredientes

  • 1 caixa de creme de leite
  • 1/2 caixa de leite condensado
  • 200 gramas de chocolate meio-amargo

Preparo

Coloque o creme de leite em um bowl e leve ao congelador por cerca de 30 minutos.
Bata esse creme de leite na batedeira por 10 minutos. Você vai perceber que ele aumenta seu volume consideravelmente.

Derreta o chocolate picado em banho maria. Misture o leite condensado no chocolate derretido e, após essa mistura pronta, junte o creme de leite.

Misture de forma suave até formar um creme homogêneo.

Disponha em potinhos de sobremesa e leve à geladeira até ficar bem firme. Se quiser, decore com raspas de chocolate.

Foto: Daniel Bortolini

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