Ocupação reduzida é para manter a ordem, afirma administradora do Presídio Feminino de Lajeado

Com 53 vagas em aberto, casa prisional completa seis meses da inauguração nesta quinta-feira (25).


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A chefe de segurança, Andressa Ehlert (e) e a administradora da casa prisional, Êrica Becker, participaram da entrevista. (Foto: Rodrigo Gallas)

Depois de seis meses em funcionamento, o Presídio Feminino de Lajeado ainda conta com 53 vagas em aberto, das 72 de capacidade. Isso porque as administradoras da casa prisional, querem manter a ordem no local.

“O número é reduzido porque queremos manter a disciplina. De certa forma, as presas que vieram de outras casas foram selecionadas pelo seu perfil”, explica a administradora da casa prisional, Êrica Becker. No total, foram realizadas 12 transferências. A triagem é feita principalmente pelas administradoras do presídio. São analisadas a quantidade de penas e o comportamento das detentas.


Veja a entrevista


Todos os pedidos de transferência realizados até agora foram encaminhados pelo judiciário e encaminhados à casa prisional. Portanto, o local deve receber somente mulheres presas nas comarcas de Lajeado, Estrela e Teutônia. Até o momento, sete prisões foram realizadas nestas circunscrições e encaminhadas ao Presídio Feminino. Por enquanto, não há expectativa de lotação alguma.

Falta de efetivo

Além de manter a ordem, a restrição na vinda de detentas têm outro motivo. Atualmente o presídio não poderia abrigar um número grande de presas pela falta de funcionários, principalmente, na área da segurança.

“O nosso efetivo é bem reduzido. É bem complicado para a gente ter bastante detentas recolhidas. Até por causa da alimentação que vem pelo número de presas que a gente têm. Temos que ter um controle antecipado para pedir a suplementação. Então, se hoje eu tenho as 19, amanhã, eu não posso ter 30, porque vai faltar comida”, explica Êrica. RG

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