Oficina ensina receitas com o uso de plantas alimentícias em Santa Clara do Sul

Dez diferentes pratos gastronômicos foram preparados com as Pancs


0

Uma oficina realizada durante a manhã desta sexta-feira (29) abordou o uso de Plantas Alimentícias Não Convencionais (Pancs) com moradores de Santa Clara do Sul. A atividade ocorreu no Salão Paroquial, por intermédio do Governo Municipal e da Emater. Na ocasião, além da identificação das plantas, dez diferentes receitas foram preparadas com a utilização delas.


ouça a reportagem

 


Segundo Angélica Mallmann, coordenadora do Programa Santa Clara Mais Saudável, a ideia é que a comunidade possa conhecer mais sobre este tipo de alimento, produzido por agricultores do município. “Nosso objetivo é incluir essas plantas na alimentação da nossa população, pois são alguns dos produtos que nossos agricultores possuem para vender. Então, a gente quer que as pessoas conheçam ele para que, quando forem na feira, saibam o que estão comprando e saibam consumir. É uma forma de criar essa relação entre produtor e consumidor”, afirma.

De acordo com a extensionista rural da Emater de Santa Clara, Sandra Rieth, as Pancs são plantas silvestres comestíveis e ricas em nutrientes, geralmente confundidas com ervas daninhas, que podem ser encontradas em jardins e áreas públicas. “É fácil de encontrar. Em toda propriedade se tem alguma Panc. Está se criando a cultura agora de conhecer e buscar este conhecimento por causa da riqueza de nutrientes que temos nelas. São plantas que os nossos antepassados já conheciam, mas em razão da vida moderna e de se fazer tudo mais rápido, elas foram saindo do nosso cardápio” explica.

Aline Mallmann e Sandra Rieth (Foto: Artur Dullius)

Conforme a extensionista, a ideia é que um segundo evento seja realizado com um foco maior na produção de lanches. “Hoje preparamos tantos pratos quentes, como frios. Vamos fazer saladas, um frango com molho, incluindo as Pancs, além de risoto e farofa. São várias receitas que a gente consegue utilizar essas plantas”, detalha Sandra.

No entanto, ela alerta a importância de conhecer as plantas e ter segurança na hora de fazer a colheita. “O ideal é que a pessoa saiba qual planta é e, se não souber, podem pedir ajuda para a Emater. Se a gente não conhece, é melhor não se alimentar. Algumas pessoas são mais sensíveis e podem apresentar alguma ardência na boca ou até mesmo uma dor de barriga. Procuramos colher essas plantas em locais que não tenham sido utilizados agrotóxicos”, alerta.

Logo após os esclarecimentos técnicos e a preparação dos pratos, um almoço foi compartilhado entre os participantes com os cardápios elaborados na oficina.

Texto: Artur Dullius
reporter@independente.com.br


DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui