Oito em cada dez jovens no Brasil têm medo de morrer por covid-19

Pesquisa do Espro indica que temor aumentou e chega a 79%. Preocupação com morte de familiares é ainda maior: 95%


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Oito em cada dez jovens no Brasil têm medo de morrer por covid-19, aponta pesquisa (Foto: MARCELO OLIVEIRA/EFE )

O medo de morrer por covid-19 atinge 8 em cada 10 jovens brasileiros e chegou a 79% dos entrevistados em abril, de acordo com levantamento do Espro (Associação de Ensino Social Profissionalizante). O temor é ainda maior em relação à morte de familiares pela doença: 95%. No início da pandemia, se tinha a ideia de que a doença matava mais idosos e pessoas com comorbidades. Hoje já se sabe que a covid-19 atinge todas as faixas etárias e pode levar a óbito jovens e até crianças, dependendo da evolução do quadro clínico.

Segundo o levantamento do Espro, realizado desde abril de 2020, o jovem vive o pior momento da pandemia com alto nível de preocupação e de tristeza com as medidas de isolamento social. Entre os temores dos jovens estão também o impacto na economia (91%) e perder emprego ou fonte de renda (89%). A sexta etapa da pesquisa Jovem Covid-19, sobre a influência da pandemia na vida pessoal e profissional de brasileiros entre 15 e 24 anos, foi realizada pelo Espro com 17.422 jovens aprendizes em 18 estados e no Distrito Federal.

Só em abril foram ouvidas 3.803 pessoas por meio de um questionário online com 25 perguntas. A pesquisa aborda o impacto da covid-19 levando em conta quatro pilares: profissional, emocional, financeiro e educacional. De acordo com o levantamento, 89% dos entrevistados alegaram ter preocupação alta ou muito alta de ficar doente contra 82% em abril do ano passado.

O temor em relação a amigos e parentes contraírem o novo coronavírus passou de 92 para 96% em um ano de pandemia. Outros 61% disseram que temem ficar em casa sem contato com as pessoas. Mas nem todos se preocupam na mesma medida. Um jovem de 23 anos, que prefere não se identificar, decidiu que a rotina deve continuar apesar da pandemia. Ele está desempregado, mora em Guaianases, no extremo leste de São Paulo, em uma casa com a avó de 76 anos, responsável pelas despesas.

Fonte: R7

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