Oito vereadores acatam veto do prefeito a projeto de divulgação de remédios disponíveis na Farmácia Escola

Projeto de Lei, de autoria de Carlos Eduardo Ranzi (MDB), previa a a divulgação mensal da relação atualizada de medicamentos disponíveis e indisponíveis


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Sessão foi realizada nesta quarta-feira (13) devido feriado na terça-feira (12) (Foto: Caroline Silva)

O Projeto de Lei de autoria de Carlos Eduardo Ranzi (MDB) que previa a divulgação mensal da relação atualizada de medicamentos disponíveis e indisponíveis na Farmácia Escola, recebeu veto do prefeito Marcelo Caumo (PP).


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Na sessão da Câmara Municipal desta quarta-feira (13), com voto do presidente, oito vereadores acataram o veto: Heitor Hoppe (PP), Alex Schmitt (PP), Mozart Lopes (PP), Rodrigo Conte (PSB), Ana da Apama (MDB), Paula Thomas (PSDB), Deolí Graff (PP) e o presidente Isidoro Fornari Neto (PP). Os outros sete foram contrários ao veto: Ranzi, Jones Vavá (MDB), Marquinhos Scheffer (MDB), Lorival Silveira (PP), Eder Spohr (MDB), Sérgio Kniphoff (PT), e Marcio Dal Cin (PSDB).

Ranzi chegou a pedir para que os parlamentares votassem pela derrubada do veto, e lembrou que o secretário municipal de Saúde, Cláudio Klein, sinalizou a possibilidade da proposta sair do papel. “Gostaria de pedir para derrubarmos esse veto. Se a Farmácia Escola não tem esse dado, então a falha é gigantesca, e se ela tem é somente divulgar. Até para saber o saldo bancário vocês conseguem fazer por um celular, mas quando a gente faz um Projeto de Lei para beneficiar a cidade como um todo, para que as pessoas possam verificar de casa se o remédio está disponível, não é possível”, rebateu.

Carlos Eduardo Ranzi (MDB) (Foto: Caroline Silva)

Spohr foi na mesma linha do colega de bancada e também pediu para que os vereadores derrubassem o veto. “Numa fase que vivemos de pandemia, onde o município autuou vários estabelecimentos comerciais por estarem aglomerados, as pessoas terem que ir na Farmácia Escola, ficarem aglomeradas na fila para saber se o remédio delas está lá, aí pode”, explanou.

Eder Spohr (MDB) (Foto: Caroline Silva)

Mas Alex Schmitt (PP) justificou seu voto favorável ao veto. O parlamentar disse que entende a importância da divulgação dos medicamentos, mas que não concorda em modicar o contrato com a Univates sem antes consultá-la. “Não concordo tecnicamente porque na minha opinião o veto está correto. Não acho justo que, sem consultar a Univates, nós mudemos os termos do contrato da instituição que já esta vigorando, para incluir algo que não estava no inicio do contrato”, declarou.

Alex Schmitt (PP) (Foto: Caroline Silva)

Falta de médicos nas UBS

Um tema bastante comentado na tribuna e visto como preocupante pelos vereadores é a falta de médicos nas Unidades Básicas de Saúde de Lajeado, e consequentemente aumento da procura pelos atendimentos da UPA. O vereador Jones Vavá (MDB) disse que fez um levantamento nos postos de saúde dos bairros e constatou a falta de profissionais nas unidades dos Bairros Morro 25, Campestre e Montanha. “Estou enviando um requerimento ao presidente da Câmara para que se faça presente nessa casa a coordenação da UPA para que nos apresente os números. Uma sala de espera se faz necessário. Desde 2014 não se teve melhorias e investimentos e desde lá a cidade cresceu muito”, observou.

Jones Vavá (MDB) (Foto: Caroline Silva)

O mesmo foi constatado por Marquinhos Scheffer (MDB). O parlamentar disse que a situação mais crítica é na UBS do Bairro Olarias. “Estamos precisando de mais médicos para os Bairros Olarias, Conservas e Morro 25. No Bairro Olarias estão praticamente rifando as consultas. É preciso rever o contrato da Univates, é preciso saber o que está acontecendo”, sugeriu.

Marquinhos Scheffer (MDB) (Foto: Caroline Silva)

Em contrapartida, o líder de governo, Mozart Lopes (PP), disse que levará a demanda ao Poder Executivo. “Vamos sim conversar com nosso governo e ver o que está acontecendo com a falta de médicos nos postos de saúde. Vendo os números, aumentou a demanda na UPA devido a falta de médicos. Nosso contrato com a Univates diz que tem que haver médicos na UPA e nos postos”, garantiu.

 

Mozart Lopes (PP) (Foto: Caroline Silva)

Texto: Caroline Silva

jornalismo@independente.com.br

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