OJ Simpson, ex-jogador de futebol americano, termina de cumprir pena por assalto à mão armada e se torna um homem livre

Atleta que foi estrela de cinema e hoje tem 74 anos já tinha deixado prisão em 2017, mas ainda cumpria em regime aberto pena de 9 anos de reclusão. Na década de 1990, ele foi absolvido em processo por duplo homicídio


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Ex-estrela do futebol americano, O.J. Simpson, quando deixou a prisão sob liberdade condicional (Foto: Arquivo / Jason Bean / The Reno Gazette-Journal via AP Photo)

OJ Simpson, o ex-jogador de futebol americano que se tornou estrela de cinema, cumpriu toda a sua pena e se tornou um homem livre, segundo informação da polícia do estado de Nevada, nos Estados Unidos, divulgada na terça-feira (14).

Simpson cumpriu pena de nove anos por assalto à mão armada em um caso envolvendo artigos esportivos históricos. A pena iria terminar em fevereiro, mas foi antecipada em dois meses por bom comportamento.

O ex-atleta já tinha sido libertado da prisão em 2017 — desde então, vinha cumprindo pena em regime aberto, com supervisão do sistema prisional do estado de Nevada.

A porta-voz da polícia de Nevada, Kim Yoko Smith, afirmou que a decisão de conceder liberdade a Simpson foi tomada em uma reunião de conselho no dia 6 de dezembro.

De estrela do futebol americano a presidiário

A vida pública de Simpson começou como running back no futebol americano universitário. Ele ganhou o Troféu Heisman de melhor jogador do país e, depois, construiu uma carreira na NFL, a principal liga do esporte.

Depois do fim da carreira como atleta, ele se tornou um ator que emplacou diversos sucessos de bilheteria com filmes. Ele também estrelou diversos comerciais televisivos.

Absolvido por duplo homicídio

Em 1994, Simpson respondeu a um processo por duplo homicídio no estado da Califórnia. Ele foi acusado de matar a facadas a ex-mulher, Nicole Brown Simpson, e um amigo dela, Ron Goldman.

A história chamou a atenção de milhões de americanos que assistiram ao vivo uma perseguição de Simpson nas estradas do sul da Califórnia ao vivo pela televisão. Ele estava a bordo de um veículo branco dirigido por um amigo e seguido por um comboio da polícia, em uma suposta tentativa de fuga de um suposto duplo assassinato de sua ex-mulher e um amigo dela.

Simpson foi absolvido dessa acusação em 1995 por um júri de Los Angeles, em um caso denunciado por muitos como um circo midiático que ficou conhecido como o “Julgamento do Século”, estrelado por advogados famosos.

Houve uma reviravolta no caso: um par de luvas encontradas na cena do crime que foram apresentadas como aquelas que o assassino usou não couberam em suas mãos.

O veredicto foi recebido com descrença por muitos americanos, e a opinião sobre a culpa do atleta foi fortemente dividida em termos raciais.

O caso se tornou a série de televisão do canal FX “The People vs. OJ Simpson: American Crime Story”, que foi ao ar em 2016 e ganhou um Emmy.

Processo civil pelo homicídio

Simpson foi absolvido criminalmente, mas um processo na Justiça cível foi aberto em 1997 e, nesse caso, ele foi condenado a pagar US$ 33,5 milhões em danos à família de Ron Goldman.

Simpson se declara inocente até hoje e sempre negou que tentou fugir durante a famosa caçada humana, apesar de ignorar o prazo dado pela polícia para se entregar.

O ex-jogador afirmou a um detetive da polícia de Los Angeles por telefone durante a perseguição em baixa velocidade para “avisar a todos que ele não estava fugindo”, e sim visitando o túmulo de Nicole.

Uma mochila contendo o passaporte e dinheiro de Simpson, além de uma pistola, encontrada pela polícia no carro, levou muitos a questionarem suas intenções, porém a promotoria nunca as apresentou como prova.

Mais tarde, Simpson escreveu um livro intitulado “Se eu tivesse feito”, que fornecia uma descrição hipotética dos assassinatos.

Fonte: G1

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