O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al-Hussein, acusou nesta terça-feira (6) o grupo extremista Estado Islâmico (EI) pela morte de 163 pessoas no dia 1º de junho, no momento em que tentavam fugir da cidade iraquiana de Mossul.

“A brutalidade Daesh [acrônimo árabe do EI] e de outros grupos terroristas parece não ter limites”, afirmou no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

“Ontem minha equipe informou que ainda há corpos de homens, mulheres e crianças iraquianas assassinadas nas ruas do bairro de Al-Shira, zona oeste de Mossul, depois que 163 pessoas foram mortas pelo Daesh para evitar sua fuga”, completou.

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), cerca de 100 mil crianças estão presas no fogo cruzado na cidade iraquiana.

Al-Hussein disse que várias pessoas estão desaparecidas no bairro. De acordo com a EFE, soldados da força antiterrorista do Iraque encontraram corpos de 40 pessoas, de 25 famílias diferentes, mortas enquanto tentavam fugir.

Alguns dos corpos, encontrados em uma sala de uma prisão dos jihadistas, apresentavam “horríveis” sinais de tortura. O representante provincial explicou que a maioria das vítimas são crianças, mulheres e idosos.

Combate

Com o apoio dos Estados Unidos, as forças iraquianas seguem apertando o cerco contra o EI, que resiste dentro do centro histórico da cidade, controlada pelo grupo terorrista desde 2014. De acordo com informações da agência EFE, estão lutam ao lado do grupo terrorista cerca de 700 combatentes, muitas deles estrangeiros.

Pora-voz do Ministério da Defesa, Tahsin al Jafayi afirmou à EFE que pelo menos 150 mil civis seguem nas zonas controladas pelos radicais, que estão encurralados pelas tropas do governo.

Fonte: G1

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