Operação “Metro a Metro” tem mandados cumpridos no Vale do Taquari

Ação investiga fraudes em papel higiênico, papel toalha, fraldas e absorventes.


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A Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Consumidor e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – Gaeco – Núcleo Litoral e Região Metropolitana cumpriu, na manhã desta terça-feira (30), três mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em sete cidades (Três Forquilhas, Terra de Areia, Arroio do Sal, Gravataí, Porto Alegre, além de Lajeado e Teutônia, no Vale do Taquari). A Operação ‘Metro a Metro’ investiga uma série de irregularidades cometidas por um grupo que fabrica produtos de higiene, inclusive fraudes no comprimento, largura e quantidade de papel higiênico e papel toalha vendidos a órgãos públicos através de licitações e diretamente aos consumidores nos mercados.
 
Conforme as investigações, algumas marcas de papel higiênico foram reprovadas tanto no quesito comprimento quanto no quesito largura. Produtos vendidos para vários municípios – como Torres e Fazenda Vilanova, por exemplo – por meio de licitações, apresentaram até 40% menos do que o apontado nas embalagens.
 
São investigadas dez empresas. Algumas delas não existem nos endereços apontados nos registros empresariais e outras estão extintas legalmente, mas ainda constam como as responsáveis pela produção e participam de licitações. Duas empresas têm objeto social com finalidade diferente da realizada e uma delas consta como falida desde outubro de 2003. As investigações apontaram que os papeis higiênicos, além de fraldas e absorventes íntimos, são produzidos em uma fábrica clandestina em Três Forquilhas, onde há, também, um depósito sem autorização. A atividade sem licenciamento ambiental ou qualquer tipo de alvará é alvo de uma ação civil pública.

 

Além disso, no dia seguinte após uma vistoria realizada pela Vigilância Sanitária Estadual, quando a fábrica foi interditada, houve um incêndio na fábrica, que queimou todos os materiais que haviam sido apreendidos e estavam sob a responsabilidade da empresa, na condição de fiel depositária. Os produtos serviriam de provas em processos administrativos e judiciais, já que seriam medidos para o confronto das informações.

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde expedirá informação para que todos os estabelecimentos comerciais, especialmente mercados e farmácias, retirem da venda as seguintes marcas de fralda: Turma do Bebê, Tchê Baby, Anjos da Guarda e Fralmax Confort (geriátrica).

O mesmo ocorrerá com as marcas de absorventes Free Intimus, Mulher Moderna e Sempre Íntimo, e com a marca de cotonetes Turma do Bebê. Por fim, as marcas de papel higiênico Luxor, Azaléia, Alphes, Unimax, Nave, e do papel toalha Luxor e Alphes. Além do fato das empresas não poderem produzir os materiais por questões legais, a matéria-prima de fraldas e absorventes, por exemplo, foi encontrada em péssimas condições de higiene – galpões abertos, com a possibilidade de contaminação por insetos e roedores.

Funcionário faz a contabilização da quantidade de papel em um rolo que deveria ter 60 metros, mas apresenta apenas 39; veja

Fonte: MP do Estado do RS


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