Operador de som da banda Gurizada Fandangueira revela ter fechado os microfones após perceber inicio fogo na Kiss

Conforme ele, era seu método de trabalho e agiu de forma natural, mas considera ter sido um erro, pois, de certa forma, impediu que os músicos anunciassem o fogo para o restante das pessoas


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Foto: Divulgação

Está sendo realizado na manhã desta terça-feira (7), o sétimo dia de julgamento do caso Kiss. A oitiva teve início com Venâncio Anschau, ex-operador de som da banda Gurizada Fandangueira e sobrevivente do dia da tragédia.

Em seu testemunho, Venâncio relatou ter desligado os microfones do palco no momento em que percebeu o início do fogo. Conforme ele, era seu método de trabalho e agiu de forma natural, mas considera ter sido um erro, pois, de certa forma, impediu que os músicos anunciassem o fogo para o restante das pessoas.

O operador, que já realizava trabalhos com a banda desde 1999, contou que o uso de elementos pirotécnicos fazia parte do repertório do grupo musical havia um tempo, mas que não tinha envolvimento com isso.

Ao ser indagado sobre sua saída da boate, o sobrevivente contou que logo após fechar os microfones sinalizou para que as pessoas próximas saíssem do local e partiu junto delas até a saída, que conforme ele, ficava próximo de onde estava. Ao chegar na porta, um segurança barrava a saída das pessoas, mas ao ser avisado sobre o incêndio, teria liberado a evacuação.

Além do operador, estão programados os depoimentos de Nivia Braido, que foi sondada por Elissandro Spohr para mudanças estéticas na casa noturna; e de Gerson da Rosa Pereira, chefe do Estado maior do 4º Comando Regional dos Bombeiros de Santa Maria. As oitivas são coordenadas pelo presidente do júri, juiz Orlando Faccini Neto, e estão sendo realizadas no Foro Central de Porto Alegre.

Texto: Vinicius Mallmann
regional@independente.com.br

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