Oposição venezuelana rompe boicote e participará de localização regional

A oposição deixa para trás o abstencionismo com que denuncia a falta de transparência nas eleições na Venezuela desde 2017


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Foto: Francisco Batista / Presidência Venezuela

A oposição venezuelana anunciou nesta terça-feira (31) sua participação unificada nas eleições de prefeitos e governadores de 21 de novembro, rompendo três anos de boicote e convocações à abstenção ao processo eleitoral no país.

O comunicado é assinado pelos principais partidos opositores, que não participaram das eleições de 2018, quando o presidente Nicolás Maduro foi reeleito, nem das de 2020, quando perderam o controle do Parlamento. Nos dois casos, os opositores disseram que se tratavam de votações de fraudulentas.

Os partidos que se opõem ao Maduro deliberaram a estratégia até o limite de inscrições de candidatos a 23 governadores e 335 prefeitos, além de vereadores e deputados.

A vontade de diferentes lideranças de participar das eleições convocadas pelo Governo era um fato conhecido. O dilema era a participação em um único bloco, o que sugere um cenário melhor para a oposição nas eleições.

A oposição deixa para trás o abstencionismo com que denuncia a falta de transparência nas eleições na Venezuela desde 2017. O faz com um novo árbitro eleitoral, que pela primeira vez incorpora dois reitores não aliados do chavismo, e em meio a uma mesa de diálogo instalada no México que criou melhores condições de participação.

Em 29 de junho, o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela habilitou a coalizão Mesa da Unidade Democrática (MUD), inelegível desde 2018. O grupo já reunia grande parte dos apoiadores anti-Chávez e venceu as eleições legislativas de 2015.

Fonte: Estadão e El País

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