Orgânicos, hortas e bem estar

Leia a coluna do engenheiro agrônomo Nilo Cortez.


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A nossa convivência com a natureza nos traz paz, sossego e tempo para pensar e refletir.
Em outros programas falamos no conversar com as plantas, abraçar uma árvore, lidar com a terra e sobre os bons sentimentos que nos traz.


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A pandemia nos obrigou ficar mais em casa e tem valorizado pequenas coisas como cultivar uma horta. Pequena como num vaso com temperos ou flores. Um pouco maior não importando se for na sacada de um apartamento, ou junto de uma janela. Já em casas com pátio com espaço ter um local mais apropriado. Ou ainda produtores que se dedicam comercialmente a produção de hortigranjeiros na forma convencional, em transição e principalmente da produção orgânica. Todo que planta tem uma relação com a terra e a satisfação de cultivar.

Como é bom colher o que está sendo cuidado. Não importa se for apenas tempero para ser colocado na sopa de inverno, ou em pratos mais elaborados. Nem que seja colher algumas folhas de alface para colocar no sanduíche. Ou no preparo de uma salada verde mais completa. Vale aquela satisfação de colher, lavar, e preparar para ser saboreado aquilo que se plantou. É mais gostoso.

Tenho conversado com quem comercializa sementes, mudas e insumos para hortigranjeiros. Aumentou a demanda. Sei que muitos produtores estão recuperando as hortas que sofreram com a seca. Mais além disso quem planta nas áreas urbanas também tem procurado mais.

Em estudo feito pela Universidade de Londres mostra que hábitos de cultivar aliviam o estresse, a ansiedade, depressão, sintomas de doenças mentais, melhora as condições físicas, ajudam pacientes com câncer, em fim criam reações benéficas no organismo.
A horta urbana tem crescido e o que chamo as hortas nas áreas “rurais urbanas” tem se tornado produções comerciais aproveitando a proximidade do mercado consumidor.

Inclusive com vendas direto na propriedade. Outros trocam com amigos e vizinhos.
O aumento da população urbana tem ocupado as áreas verdes que fazem falta neste contato com a natureza. Precisamos de áreas verdes seja praça, árvores, hortas ou jardins. O aproveitamento dos espaços e a produção de alimentos saudáveis são cada vez mais significativos. Vamos valorizar nossas feiras municipais sejam de produtores convencionais, ou em transição e principalmente dos orgânicos. Lembro que a Feira da Praça João Zart Sobrinho, conhecida também como Papai Noel está funcionando segundas feiras 15:30 ás 18:30. As feiras tradicionais junto ao Parque dos Dick em Lajeado também. Marques de Souza, Santa Clara, Arroio do Meio, Colinas para falar das mais próximas estão em funcionamento.

O crescimento da produção orgânica é promissor, quem não quer um produto saudável?
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) lança campanhas desde 2005 de valorização da produção e consumo dos orgânicos. Ontem iniciou a deste ano como o slogan “Tem Alimento Saudável para você. Alimento Orgânico, melhor para a vida”.
Estimativas aproximadas que o Brasil teria ao redor de 18.000 produtores. O Rio Grande do Sul é responsável por 6% da produção orgânica do País e teria cerca de 2.500 produtores certificados e 30 agroindústrias familiares.

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