Órgãos para doação são transportados com helicóptero de Lajeado a Porto Alegre

Procedimentos de retirada foram realizados no Hospital Bruno Born na manhã desta quarta-feira (26). Aviação da Brigada Militar aguardava nos Dick para realizar o transporte.


1
Foto: Divulgação

Um helicóptero chamava a atenção em meio a paisagem do Parque Professor Theobaldo Dick, já no início da manhã desta quarta-feira (26). O aeroplano gerou curiosidade das pessoas que passavam pelo local, sendo motivo para fotografias e perguntas para os membros da Aviação da Brigada Militar que se faziam presentes. A verdade é que, enquanto o helicóptero era motivo de registros no parque, a doação de coração, dois rins e fígado mobilizava equipes médicas de Lajeado e Porto Alegre, no Hospital Bruno Born (HBB). A morte encefálica do doador foi confirmada na manhã de terça-feira, e, no final da tarde, a família do paciente concedeu autorização para a retirada dos órgãos.

A partir do aceite, as informações foram repassadas à Central de Transplantes do Estado, que fez a oferta e a busca por pacientes que poderiam receber os órgãos.

Hoje pela manhã, vindos de helicóptero, profissionais chegaram para o trabalho em conjunto com as equipes do HBB: vieram de Porto Alegre dois médicos para a retirada do coração; dois para os rins, dois para o fígado, além de uma enfermeira do Hospital de Clínicas e um da OPO 7 (Organização de Procura de Órgãos Cirúrgica). A captação iniciou às 8h e durou até o final da manhã.

Do HBB participaram a equipe do Bloco Cirúrgico, do diagnóstico de morte encefálica (três médicos), técnicos e enfermeiros da UTI – que cuidaram da manutenção do potencial doador – médico de plantão e da OPO 6, além de enfermeiras da OPO 6 (unidade do HBB), que organizaram a logística.

O coração é o primeiro órgão a ser retirado, uma vez que é necessário que o implante ocorra em até quatro horas. Ele será transplantado no Instituto de Cardiologia, na Capital. Os demais órgãos foram levados também para Porto Alegre, onde será definido seu destino. O Tenente Reis, da Aviação da Brigada Militar falou sobre os motivos que fizeram com que o transporte fosse realizado com helicóptero. “Para não se correr o risco de em função do trânsito não se chegar a tempo, já que um órgão precisa chegar em um tempo limite para ser implantado, e um helicóptero chega de Lajeado a capital em apenas 35 minutos, o que de carro poderia durar duas horas ou mais, dependendo dos imprevistos”, explica. AI/JC

Assista ao vídeo

 

1 comentário

  1. Parabens linda atitude!!! Parabéns a toda equipe e a familia que autorizou a doação dos órgãos que Deus conforte muito pela perca do familiar mas fizeram uma linda atitude salvaram uma vida ! Deus abençoe, essa pessoa que ganhou os órgãos porque sorte de viver outra vez já esta tendo …
    Deus é maravilhoso!!!

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui