Origem do coronavírus: como versão sobre laboratório passou de ‘teoria da conspiração’ a alvo de investigação dos EUA

Washington trabalhará com parceiros em todo o mundo para pressionar a China a participar de uma "investigação internacional abrangente, transparente e baseada em evidências", disse o presidente dos EUA, Joe Biden


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A China rejeita qualquer ligação entre a pandemia e o Instituto de Virologia de Wuhan (Foto: Reuters)

E essa ordem inclui a investigação sobre a teoria de que o coronavírus teve origem em um laboratório na cidade de Wuhan, algo que um relatório de março da Organização Mundial da Saúde (OMS) havia concluido ser “extremamente improvável”.

Biden revelou que deu a ordem após receber um relatório inconclusivo que havia solicitado após assumir o cargo. No documento, procurava-se investigar se o vírus surgiu do contato humano com um animal infectado ou de um acidente de laboratório.

O presidente argumentou que a maior parte da comunidade de inteligência convergiu em torno desses dois cenários, mas não há informações suficientes para avaliar se um é mais provável do que o outro.

Além disso, ele anunciou que Washington trabalhará com parceiros em todo o mundo para pressionar a China a participar de uma “investigação internacional abrangente, transparente e baseada em evidências”.

Suas reivindicações aumentaram a ira de Pequim.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian, acusou Washington de não estar interessado nos fatos e na verdade, e nem em um estudo científico sério sobre as origens do coronavírus.

“O objetivo deles é usar a pandemia para buscar estigmatização, manipulação política e redirecionar a culpa. Eles estão sendo desrespeitosos com a ciência, irresponsáveis — com a vida das pessoas e contraproducentes para os esforços conjuntos para combater o vírus”, disse ele.

Fonte: UOL

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