Os 50 centavos que valeram por uma faculdade

Como uma criança de 5 anos ensinou um jovem recém formado na faculdade.


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Gustavo Bozetti, diretor da Fundação Napoleon Hill e MasterMind RS

Há mais de 100 anos, um jovem recém formado na faculdade foi ajudar seu tio que trabalhava em um moinho de trigo. Era um moinho antigo que terceirizava serviços para inúmeros produtores rurais daquela pequena região, no interior dos EUA. Naquela época e naquele lugar, as coisas aconteciam de forma arcaica e artesanal. O tio do jovem Darby era dono de um temperamento durão, autoritário e de pouca conversa. Naquele dia memorável, Darby aprenderia uma grande lição que, segundo ele, valeria por uma faculdade toda. De que maneira?


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Darby observou uma pequena menina, com idade inferior a 5 anos, se aproximando do moinho e parando junto da porta. Era a filha de um produtor que usava os serviços do moinho. Quando o tio de Darby perguntou para a menina o que ela queria, ela disse que precisava levar uma moeda de 50 centavos para sua mãe. Como era de se esperar, o tio durão de Darby, de forma grosseira e direta, negou o pedido da menina e pediu para ela sair rapidamente dali, pois ela estava importunando o trabalho deles. Surpreendentemente, a menina não se mexeu. Ficou ao lado da porta e não cumpriu a ordem do senhor, que baixou a cabeça e continuou o seu trabalho. Alguns segundos se passaram e o senhor percebeu que a menina permanecia na porta. Foi aí que ele reforçou o comando, com voz forte e semblante fechado: “Vá embora, menina. Eu já lhe falei que não lhe darei a moeda”.

Novamente, a menina não se mexeu. O tio de Darby soltou o saco de trigo no chão e começou a caminhar a passos largos na direção da menina, afim de afugentá-la. Darby prendeu a respiração, pois conhecia o temperamento explosivo do seu tio. Quando o tio de Darby chegou próximo da menina, ela, surpreendentemente, deu um passo na direção daquele senhor, olhou dentro dos seus olhos e gritou em plenos pulmões: “Minha mãe precisa de uma moeda.”

O tio de Darby parou, olhou nos olhos da menina por um instante, baixou a guarda, pôs a mão no bolso e entregou para ela a desejada moeda de 50 centavos. A menina, sem desviar o olhar, pegou a moeda e lentamente foi se retirando do moinho. O tio de Darby sentou-se sobre uma caixa e, por um longo tempo, refletiu sobre o que havia acontecido naquele momento. Darby nunca tinha visto uma criança tão jovem dominar tão fortemente o seu tio como havia acabado de ver. Esse fato foi relatado por Darby, para Napoleon Hill, e está registrada no livro “Quem Pensa Enriquece – O Legado”.

Essa história tem tudo a ver com esse início de ano, com os nossos desejos e projetos. Essa história tem tudo a ver com sucesso, com nosso objetivo principal bem definido, com as metas de uma vida e, consequentemente, desse ano. A convicção daquela menina ao entrar no moinho provava que ela não possuía um plano B. Levar a moeda para sua mãe era a sua única opção. Possivelmente, se a menina tivesse a mínima chance de desistir, ela teria desistido. Muitos são os projetos e metas nesse momento de início de ano, mas muitos também são os que serão deixados de lado por falta de convicção ao longo do ano de 2021. Observamos pessoas desistindo de seus objetivos no primeiro sinal de adversidade. Percebemos vendedores desistindo dos seus clientes na primeira objeção.

Empresários desanimando diante de problemas que podem ser resolvidos com um esforço extra. Ou seja, as pessoas que possuem grandes resultados na sua vida, nem sempre são as mais preparadas, mas as que mais desejam esse resultado. O desejo ardente é o combustível que permite que as pessoas superem as adversidades que possam surgir pelo caminho. É fundamental que tenhamos sempre em mente aquilo que buscamos. É esse sentimento que forma grandes pessoas, grandes líderes, grandes empresários, grandes vendedores, grandes profissionais. É estratégico ter um desejo ardente, caso contrário passaremos uma vida desviando o olhar para o plano B, perdendo foco no plano A e deixando de lado o que a vida tem de melhor para oferecer. Forte abraço e até a vitória sempre.

Gustavo Bozetti (@gustavobozetti), diretor da Fundação Napoleon Hill e MasterMind RS

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