Os desafios de ser uma mulher alta

Tomar banho, utilizar imóveis, relacionamentos, piadinhas: são vários os desafios e perrengues. Poder ver o mundo mais de cima, pode ser, de fato, um problema.


0
Juliane Schneider (Foto: Rodrigo Gallas)

No quadro Sem Preconceito desta sexta-feira (6) falamos com a Juliane Schneider sobre os desafios de ser uma mulher alta — ela tem 1,90 m. Desde criança Juliane já era maior que os colegas de classe. “Sempre fui a mais alta da turma. Sempre sentei na última cadeira. Na época tinha as brincadeiras, mas fazer o quê”, conta em tom bem humorado. “Cada um veio de uma maneira e de um jeito. Se a pessoa não se aceita é mais complicado, é pior.”


ouça a entrevista

 


 

Suas medidas avantajadas a fizeram enfrentar certas dificuldades, que uma pessoa com medidas consideradas normais pelo senso comum não passam. Tomar banho, utilizar imóveis, relacionamentos, piadinhas: são vários os desafios e perrengues. Poder ver o mundo mais de cima, pode ser, de fato, um problema.

A medida que foi crescendo, as pernas de Juliane não cabiam mais na classe, então tinha que empurrar a carteira escolar para frente e esticar as pernas. “A gente vai se virando.”

Outra dificuldade dos tempos da juventude até hoje é com as roupas. O mundo da moda não se adaptou às pessoas mais altas. “Calça tenho que fazer sob medida [..]. Tem uma loja em Santa Catarina que faz. Eles fazem 10 centímetros mais comprida.”

A casa de Juliane foi feita pensando nas medidas avantajadas. “Meu marido, que é baixinho, e meus filhos tiveram que se adequar. Então as vezes tem uns banquinhos pela casa”, relata.

Ouça a entrevista e saiba mais!

Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui