Os resultados do primeiro trimestre do ano e as expectativas para 2021

Confira a análise da economista Cíntia Agostini no quadro Direto ao Ponto desta quarta-feira


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Foto: Univates / Divulgação

Findamos hoje o primeiro trimestre de 2021 e neste período tivemos muitas variações de expectativas com relação a nossa e economia. Iniciamos o ano com a percepção clara de saída da pandemia devido a melhora dos indicadores de contaminação no país e o início da vacinação pelo mundo, no entanto, o mês de março veio para arrefecer as boas expectativas e hoje 75% do brasileiros pesquisados pela Febraban indicam que esperam que a vida irá melhorar somente em 2022.


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A grande maioria dos pesquisados vê os problemas brasileiros centrados na inflação, na alta dos juros e no desemprego. Em se tratando da inflação, percebesse um aumento dos custos de vida incompatíveis com os aumentos de renda da população. Já em se tratando do tema da empregabilidade, os meses de janeiro e fevereiro tiveram resultados positivos, todos estes atrelados a uma expectativa positiva da economia brasileira, tanto é que em fevereiro foram criadas mais de 400mil vagas de trabalho no Brasil e mais de 1 mil no Vale do Taquari. No entanto, a inflação, que é a medida dos aumentos de preços está promovendo uma pressão constante e diminui o poder de compra da população e a medida para conter essa alta dos preços, tomada pelo Copom, foi de aumentar as taxas de juros, o que não é um cenário positivo para aqueles que precisam de recursos do sistema financeiro.

Vivemos um cenário que possui aspectos positivos, como os indicadores de emprego, resultados de exportação e uma queda na demanda não tão abrupta com o fim dos auxílios, mas que está arrefecendo com o aumento da contaminação e mortes por Covid confirmadas a partir de março. O Governo Federal já anunciou o auxilio emergencial e a liberação de informações sobre este a partir de abril e agora anuncia a retomada da política que auxilia os negócios, como a suspensão de contratos e redução de jornada com redução de salário. O ano será melhor que 2020, alguns indicadores são positivos, no entanto, vários aspectos de saúde pública, econômicos e políticos nos desafiam a compreender o presente e construir nossas expectativas sobre nosso futuro.

Cíntia Agostini, economista, doutora em desenvolvimento regional, professora universitária e coordenadora do Parque Científico e Tecnológico do Vale do Taquari (Tecnovates).

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