Os riscos para o Vale em caso de registro de peste suína africana

Região é a maior produtora de proteína suína no Rio Grande do Sul


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Foto: Ilustrativa

O presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) do Rio Grande do Sul, Rogério Kerber, alertou sobre os riscos da ocorrência de peste suína africana no Rio Grande do Sul. Em entrevista ao Troca de Ideias desta segunda-feira (30), ele alertou em relação aos problemas para o agronegócio e economia como um todo. Por isso, conclamou para que os cuidados na cadeia produtiva sejam redobrados.


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O Estado e o Brasil ainda não registraram casos. Porém, o sinal de alerta foi ligado com a notificação na República Dominicana, na América Central. Com essa presença, há a necessidade de mobilização e união para evitar que esse vírus chegue ao Brasil, o quarto maior produtor e exportador de carne suína no mundo, explica Kerber.

O especialista lembra que o Vale do Taquari é o maior produtor desse tipo de proteína animal no RS. De acordo com ele, a peste não causa prejuízos somente ao produtor, mas ao conjunto econômico e social como um todo. “Perdas enormes”, afirma.

Kerber detalha que a situação de transmissibilidade da peste suína africana iniciou em meados de 2018, na China, onde atingiu níveis catastróficos. Após, see espalhou por todo o continente asiático e pela África. Depois, pela União Europeia. Agora, chegou às Américas.

“Embora pareça distante do Brasil, a peste é um vírus que causa apreensão e a necessidade de medidas bastante fortes”, explica. O país já teve incidência da peste suína africana. Foi em 1978, e causou um embaraço muito grande, destaca Kerber. De acordo com ele, o Brasil só foi declarado livre novamente 6 anos depois, em 1984.

Por isso os cuidados devem ser realizados em dois estágios, explica o presidente da Fundesa: controle do trânsito de pessoas entre os países, especialmente os turistas provenientes ou que passaram por locais com casos positivos, e dentro das propriedades, evitar que visitantes tenham contato com os animais, bem como checar a origem os insumos que chegam. “Todas as medidas de biossegurança são importantes”, defende.

Sobre a peste suína africana

É uma doença altamente contagiosa, que afeta suínos domésticos e asselvajados (javalis e queixadas). É um vírus resistente a baixas temperaturas e pode permanecer ativo por longo tempo. Pode ser transmitido através de produtos processados.

Não afeta humanos, mas os humanos podem carregá-lo em roupas, calçados, veículos e equipamentos. Os sintomas são semelhantes a outras doenças de suínos, como pneumonia, por isso exige exame laboratorial. É letal em 90% dos casos.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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