Os temas recorrentes na infraestrutura do Vale do Taquari

Economista e vice-presidente do Codevat, Cíntia Agostini analisa problemas de abastecimento de energia, a demora na duplicação da BR-386 e o projeto de concessão de rodovias estaduais


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Foto: Ilustrativa

Sábado tivemos um evento climático que deixou em torno de 50 mil famílias sem energia. Muitas tiveram sua energia restabelecida, no entanto, algumas ficaram sem abastecimento por mais dias. Os eventos climáticos não temos como controlar, no entanto, minimizar o impacto deste continua sendo uma tarefa que deixa a desejar.

Além dos problemas individuais vinculados a falta de energia elétrica, temos problemas econômicos, como por exemplo, dos nossos produtores rurais. Neste contexto, as agências reguladoras continuam não cumprindo adequadamente o seu papel na gestão das atividades das operadoras de energia e fica muito claro quais são as operadoras com serviços mais e menos adequados para o atendimento da sociedade.

Outro tema que continua na nossa pauta é a nossa BR-386, na qual aguardamos desde fevereiro o início das obras de duplicação dos primeiros 20km e que até agora não foram iniciadas pois não foi liberada a Autorização para Supressão de Vegetação. Por fim, vai tomar a atenção de todos a partir de agora de forma mais enfática a concessão das nossas rodovias estaduais, os modelos estão ficando prontos e as rodovias ERSs 129, 130 e 453 serão concedidas, em um pacote de mais de 400km, para a iniciativa privada.

Os municípios já levantaram suas necessidades e agora começam a ser apresentados para a sociedade os modelos de concessão previstos, com as obras, os critérios, as condicionantes, e isso deve passar nos próximos meses por reuniões dos gestores municipais, das representações sociais, por consultas e audiências públicas.

Assim, considerando todas as questões que envolvem uma concessão e os pedágios em nossas rodovias, novamente precisamos estar todos atentos para construir o mais adequado projeto para o Vale do Taquari.

Cintia Agostini é economista, professora universitária e vice-presidente do Codevat

1 comentário

  1. Só espero que não “aproveitem”, e, mais ainda, que não aceitem aquele arremedo de projeto da EGR para a”duplicação” do treccho Lajeado-Arroio do Meio, SEM A DUPLICAÇÃO DA PONTE SOBRE O RIO FORQUETA. Pra quem não teve o DESPRAZER de ver, aquilo era um festival de trevinhos em forma de nós e topes que, de tantas placas que seriam necessárias para orientação dos usuários, certamente deixaria o local com o trânsito mais caótico do que está hoje. Legítima obra pra inglês ver, com custo baixo, pra acalmar a polulação, que só faria aumentar os problemas e adiar mais ainda as soluções.

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