Ossadas humanas encontradas em Capitão e Arroio do Meio já possuem provável identificação

Restos mortais foram localizados em um período de cinco dias


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Polícia acredita que ossada encontrada em Arroio do Meio pertence a encantadense (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil já possui investigações avançadas nos casos das duas ossadas humanas encontradas na última semana. A primeira delas foi localizada no dia 9 deste mês, junto ao Parque Municipal de Eventos de Capitão. Já o outro cadáver, encontrado na tarde da última segunda-feira (14), estava dentro do leito do Rio Taquari, em Arroio do Meio.

Segundo o delegado Dinarte Marshall Júnior, que está a frente de ambos os casos, a principal linha de investigação indica que os restos mortais localizados por servidores da prefeitura de Capitão pertencem a um homem morto em julho de 2020. No entanto, ainda será necessário a conclusão da necropsia, além da coleta e análise de material genético de possíveis familiares deste indivíduo.


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“Nós tínhamos a informação que a vítima teria sido morta e levada pra lá, mas não tínhamos ainda esta confirmação. Este homem sumiu em julho de 2020. A partir do momento em que esta identificação for positiva nós vamos iniciar os trabalhos para saber se descobrimos as causas da morte e refazer os passos deles”, detalha.

Na época do sumiço o rapaz, que morava no Bairro Novo Horizonte, em Arroio do Meio, estava com 24 anos. Ele tinha envolvimento com o tráfico de drogas e não é descartada a possibilidade da morte ter ocorrido como uma queima de arquivo ou dívidas por entorpecentes.

Já sobre o caso mais recente, registrado em Arroio do Meio, as análises iniciais indicam que o cadáver pertence ao morador de Encantado, Paulo Ricardo Dutra (62). Conforme o delegado, familiares da vítima, que seria pescador, reconheceram as vestes e o relógio encontrados junto a ossada.

“Eles inclusive mostraram uma foto da vítima com um relógio muito similar e segurando peixes. Paulo teria sido avistado pela última vez no dia 27 do mês passado quando saiu de casa para pescar. O barco dele foi encontrado às margens do Rio Taquari, um pouco a baixo do pedágio. Junto do barco estavam os itens de pesca dele. Então nós trabalhamos com a hipótese de afogamento”, afirma.

Delegado Dinarte Marshall Júnior, titular da Polícia Civil de Arroio do Meio (Foto: Gabriela Hautrive)

Ainda de acordo com Marshall Júnior, apesar do espaço curto de tempo entre o sumiço do encantadense e a localização dos restos mortais, não é improvável que o corpo estivesse apenas na ossada. “Em conversa com peritos eles relataram que isso pode ocorrer devido a ação dos animais existentes na água e também da fauna cadavérica, além de animais necrófilos, como os urubus”, relata.

A Polícia Civil encaminhou os familiares de Dutra para a coleta de material genético, que será confrontado com aquele coletado na ossada. Os parentes informaram ainda que o homem possuía próteses ósseas e pinos, o que deve auxiliar no trabalho da identificação.

Ao ser questionado pela reportagem, o delegado descartou a possibilidade de uma ligação entre os dois casos. “Para este segundo fato nós não trabalhamos com a possibilidade de ter ocorrido um crime, pois afogamento não é crime. Claro, desde que não tenha a intervenção de um terceiro, mas ele não tinha inimigo ou desavenças”, conclui.

Texto: Artur Dullius
reporter@independente.com.br

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